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Q2467591 Medicina
A doença de Perthes caracteriza-se por uma perda temporária do fluxo sanguíneo na região do quadril, causando necrose dos tecidos da cabeça do fêmur, e apresenta maior incidência em crianças. Para maior precisão diagnóstica, são indicadas:
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Tema central: Doença de Legg-Calvé-Perthes (necrose avascular idiopática da cabeça femoral em crianças). Ocorre por isquemia transitória da epífise femoral, levando a colapso e deformidade se não diagnosticada precocemente.

Alternativa correta: B – radiografia e ressonância magnética

Justificativa: A radiografia (AP da pelve e perfil de Lauenstein) é o exame inicial de escolha em ortopedia pediátrica: pode mostrar aumento do espaço medial (sinal de Waldenström), esclerose, fragmentação e achatamento da cabeça femoral. Contudo, nas fases iniciais o RX pode ser normal. Nesses casos, a ressonância magnética (RM) é o método mais sensível: detecta edema medular e áreas de necrose precoces, avalia cartilagem e extensão do comprometimento, auxiliando no prognóstico e conduta. Essa combinação é a mais precisa e recomendada por fontes como UpToDate e AAOS/OrthoInfo, além de ser prática adotada em ortopedia pediátrica (Lovell & Winter’s Pediatric Orthopaedics; SBOT).

Como interpretar na prova: Em criança com claudicação/dor no quadril ou dor referida no joelho, com limitação de abdução e rotação interna, pense em Perthes. Peça RX; se normal mas a suspeita for alta, prossiga com RM. Evite exames invasivos.

Análise das incorretas

A - radiografia e cintilografia: A cintilografia óssea pode mostrar hipocaptação na cabeça femoral, mas hoje é menos específica, expõe à radiação e foi amplamente substituída pela RM na avaliação precoce e no estadiamento. Não é a combinação mais acurada.

C - ultrassonografia e ressonância magnética: A US detecta derrame articular e é útil para sinovite transitória, mas não avalia adequadamente a epífise e a medula óssea para necrose/fragmentação. Falta o RX, que é o primeiro passo padrão e necessário para classificação e seguimento.

D - angiografia e tomografia computadorizada: Angiografia é invasiva e não faz parte da rotina diagnóstica. A TC avalia bem cortical óssea, porém é inferior à RM para doença medular/cartilagem, além de radiação; não é o método de escolha nas fases iniciais.

Achados clínicos essenciais: idade típica 4–8 anos (meninos), claudicação, dor mecânica no quadril/joelho, limitação de abdução/rotação interna, possível sinal de Trendelenburg. RX pode ser normal no início — essa é a pegadinha mais comum.

Referências rápidas: UpToDate (Legg-Calvé-Perthes disease, 2024); AAOS OrthoInfo; Lovell & Winter’s Pediatric Orthopaedics; recomendações práticas da SBOT.

Gabarito: B

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A doença de Perthes, ou Legg-Calvé-Perthes, afeta a cabeça do fêmur em crianças e ocorre quando o suprimento sanguíneo para a cabeça do fêmur é interrompido, levando à necrose avascular ou morte do tecido ósseo. Para o diagnóstico desta doença, é essencial visualizar claramente a estrutura óssea e quaisquer anormalidades no fornecimento sanguíneo ou no tecido ósseo da cabeça femoral. A radiografia (raios X) é uma ferramenta inicial para visualizar a morfologia dos ossos e detectar alterações, como o achatamento ou a fragmentação da cabeça femoral, comuns na doença de Perthes. No entanto, nos estágios iniciais da doença, as radiografias podem parecer normais ou mostrar poucas alterações. Portanto, a ressonância magnética (RM) é geralmente recomendada como complemento, pois é mais sensível e pode detectar alterações no tecido ósseo e na cartilagem muito antes de serem visíveis na radiografia. A RM é capaz de fornecer uma imagem detalhada do suprimento sanguíneo e da integridade do tecido ósseo, o que é crucial para o diagnóstico preciso da doença de Perthes. Logo, a alternativa B - radiografia e ressonância magnética - é a resposta correta, pois esses dois métodos de imagem são os mais indicados para proporcionar uma avaliação abrangente e precisa da condição, permitindo o diagnóstico adequado e o plano de tratamento apropriado.

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