A doença de Perthes caracteriza-se por uma perda temporária ...
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Tema central: Doença de Legg-Calvé-Perthes (necrose avascular idiopática da cabeça femoral em crianças). Ocorre por isquemia transitória da epífise femoral, levando a colapso e deformidade se não diagnosticada precocemente.
Alternativa correta: B – radiografia e ressonância magnética
Justificativa: A radiografia (AP da pelve e perfil de Lauenstein) é o exame inicial de escolha em ortopedia pediátrica: pode mostrar aumento do espaço medial (sinal de Waldenström), esclerose, fragmentação e achatamento da cabeça femoral. Contudo, nas fases iniciais o RX pode ser normal. Nesses casos, a ressonância magnética (RM) é o método mais sensível: detecta edema medular e áreas de necrose precoces, avalia cartilagem e extensão do comprometimento, auxiliando no prognóstico e conduta. Essa combinação é a mais precisa e recomendada por fontes como UpToDate e AAOS/OrthoInfo, além de ser prática adotada em ortopedia pediátrica (Lovell & Winter’s Pediatric Orthopaedics; SBOT).
Como interpretar na prova: Em criança com claudicação/dor no quadril ou dor referida no joelho, com limitação de abdução e rotação interna, pense em Perthes. Peça RX; se normal mas a suspeita for alta, prossiga com RM. Evite exames invasivos.
Análise das incorretas
A - radiografia e cintilografia: A cintilografia óssea pode mostrar hipocaptação na cabeça femoral, mas hoje é menos específica, expõe à radiação e foi amplamente substituída pela RM na avaliação precoce e no estadiamento. Não é a combinação mais acurada.
C - ultrassonografia e ressonância magnética: A US detecta derrame articular e é útil para sinovite transitória, mas não avalia adequadamente a epífise e a medula óssea para necrose/fragmentação. Falta o RX, que é o primeiro passo padrão e necessário para classificação e seguimento.
D - angiografia e tomografia computadorizada: Angiografia é invasiva e não faz parte da rotina diagnóstica. A TC avalia bem cortical óssea, porém é inferior à RM para doença medular/cartilagem, além de radiação; não é o método de escolha nas fases iniciais.
Achados clínicos essenciais: idade típica 4–8 anos (meninos), claudicação, dor mecânica no quadril/joelho, limitação de abdução/rotação interna, possível sinal de Trendelenburg. RX pode ser normal no início — essa é a pegadinha mais comum.
Referências rápidas: UpToDate (Legg-Calvé-Perthes disease, 2024); AAOS OrthoInfo; Lovell & Winter’s Pediatric Orthopaedics; recomendações práticas da SBOT.
Gabarito: B
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