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Q568140 Medicina
O obstetra de plantão comunica que vai interromper uma gestação a termo, cujo feto apresenta à ultra sonografia, baixa razão pulmão-cabeça e polidramnia. Não foi realizada aminiocentese para avaliação cromossômica. Ao nascer, o recém nascido está cianótico, tem grave insuficiência respiratória e o abdômen escavado. Após os procedimentos de reanimação adequados, é realizada uma radiografia que revela alças intestinais no hemitórax esquerdo, com desvio do mediatino para a direita, além de ausência de gás no abdômen. Assinale a alternativa que indique a melhor conduta neste momento.
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Tema central: Esta questão aborda o manejo inicial da hérnia diafragmática congênita (HDC) em recém-nascidos, enfatizando condutas corretas diante de insuficiência respiratória grave.

Justificativa para a alternativa correta (D):

Na HDC, vísceras abdominais invadem o tórax, comprimem pulmão e mediatino, causando hipoplasia pulmonar e risco elevado de insuficiência respiratória e hipertensão pulmonar persistente. O manejo deve ser cuidadoso e protocolar para evitar evolução fatal.

Segundo a Diretriz Clínica Brasileira de Linha de Cuidado para Malformações Cirúrgicas: Hérnia Diafragmática Congênita:

“A cirurgia deve ser realizada após a estabilização clínica do paciente, com correção dos distúrbios ácido-básicos e hemodinâmicos.”

A alternativa D recomenda:

  • Ventilação mandatória gentil, com hipercapnia permissiva – protegendo os pulmões frágeis de barotrauma.
  • Curarização – melhora sincronia do paciente com o ventilador e reduz consumo de oxigênio.
  • Cateter nasogástrico em sifonagem – evita distensão abdominal.
  • Aguardar estabilização clínica antes da cirurgia – reduz riscos perioperatórios e melhora prognóstico.

Essa conduta está em plena consonância com boas práticas, evidências clínicas e protocolos nacionais e internacionais (SBP, Ministério da Saúde, UpToDate).

Análise das alternativas incorretas:

A) Incorreta: O diagnóstico é clínico e radiológico. Exame contrastado não é indicado e pode atrasar o tratamento.

B) Incorreta: O surfactante não é indicado para HDC, pois a insuficiência respiratória é por hipoplasia, não por deficiência de surfactante.

C) Incorreta: Cirurgia imediata é contraindicada; sem estabilização aumenta-se morbidade e mortalidade.

E) Incorreta: Ventilação com parâmetros altos pode causar barotrauma e piora do quadro. O correto é gentileza ventilatória.

Estratégia para provas: Atenção para termos como “antes da estabilização” e “expansão pulmonar com alta pressão”, que fogem dos protocolos modernos. Leia sempre cuidadosamente as orientações atuais dos manuais oficiais.

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Comentários

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A melhor conduta neste momento, indicada na alternativa D, é manter ventilação mandatória intermitente gentil, tolerando hipercapnia, curarizar, cateter nasogástrico em sifonagem e aguardar a estabilização clínica para indicar a cirurgia. Isso porque o recém-nascido apresenta alças intestinais no hemitórax esquerdo, sugerindo uma possível atresia de esôfago com fístula traqueoesofágica, o que é uma emergência cirúrgica. No entanto, antes de realizar a cirurgia, é importante que o recém-nascido esteja estável e com a função respiratória adequada. Portanto, a ventilação mandatória intermitente gentil, juntamente com a curarização e a sifonagem do cateter nasogástrico, ajudará a manter uma ventilação adequada enquanto espera a estabilização clínica para indicar a cirurgia.

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