Sobre o grau de precisão dos testes de paternidade realizad...
Sobre o grau de precisão dos testes de paternidade realizados em laboratório, assinale a alternativa correta.
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Gabarito está errado, letra D é a correta. Se um marcador der errado, é 100% a exclusão.
Gabarito incorreto. Letra D é a correta.
Sobre a letra D:
Uma incompatibilidade isolada não leva, por si só, à exclusão de paternidade. Nos casos em que há até duas incompatibilidades, é recomendado ampliar o número de STRs analisados. Em geral, a exclusão é aceita apenas quando três ou mais incompatibilidades são observadas.
Mutações podem gerar incompatibilidades aparentes entre perfis genéticos. Em testes de paternidade, o perfil de um pai biológico pode apresentar uma incompatibilidade em relação ao do filho devido a uma mutação espontânea.
Para reduzir interpretações equivocadas, as análises consideram um conjunto de pelo menos 13 STRs autossômicos.
Fonte: e-book Simplificando a Genética Forense
A alternativa correta é a A.
Esta é uma questão técnica de Genética Forense que aborda os limites estatísticos para se confirmar uma paternidade. Vamos descomplicar a lógica por trás dos números.
Para entender, você precisa saber a diferença de "peso" da prova entre ter a mãe presente ou não.
- Trio (Mãe + Filho + Suposto Pai):
- É o cenário ideal. Como temos o DNA da mãe, podemos "subtrair" a parte dela no filho. O que sobra obrigatoriamente veio do pai biológico. A prova é forte e fácil de calcular.
- Exigência: Geralmente requer um índice acumulado (IPC) acima de 1.000 ou 10.000 (dependendo do laboratório) e probabilidade > 99,99%.
- Duo (Filho + Suposto Pai) - A Mãe está ausente:
- Aqui é mais difícil. Não sabemos qual metade do DNA do filho veio da mãe. Temos que trabalhar com mais incertezas.
- Exigência: Como a prova é mais "frágil" pela falta da mãe, a exigência estatística sobe. Precisamos analisar mais marcadores para garantir a mesma certeza.
- A Regra da Alternativa A: Para liberar um laudo positivo em caso de Duo (apenas pai e filho), o rigor é máximo: exige-se probabilidade de 99,99% e um Índice de Paternidade Acumulado (IPC) de pelo menos 10.000. Isso garante que não é um falso positivo.
- B - Nos testes de Trio... probabilidade mínima de 50,999%.
- Incorreto. Uma probabilidade de 50% é "cara ou coroa". Em genética forense, a paternidade só é afirmada com probabilidades superiores a 99,9% ou 99,99%.
- C - A inclusão da paternidade sempre terá 100% de certeza...
- Incorreto. Este é um princípio fundamental: Inclusão nunca é 100%. É sempre uma probabilidade (ex: 99,9999%). Existe sempre uma chance teórica (infinitesimal) de haver outra pessoa no mundo com o mesmo perfil genético (um irmão gêmeo idêntico, por exemplo).
- Bizu: Exclusão é absoluta (100%). Inclusão é probabilística (99,99%).
- D - A exclusão de paternidade é considerada com 100% de certeza quando existem uma ou mais incompatibilidades...
- Incorreto. O erro está em "uma ou mais".
- Se houver apenas 1 incompatibilidade, o perito NÃO exclui a paternidade, pois pode ser uma MUTAÇÃO genética natural no filho.
- Para dar 100% de certeza de exclusão, a regra internacional exige pelo menos 3 incompatibilidades (ou 2, dependendo do protocolo rigoroso). Uma só não basta.
- E - ...preferidos aqueles próximos entre si para evitar recombinações.
- Incorreto. É o oposto. Queremos marcadores que estejam em cromossomos diferentes ou muito distantes no mesmo cromossomo. Eles devem ser independentes. Se forem próximos (ligados), eles são herdados juntos, o que atrapalha a estatística.
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