No décimo quinto dia de pós operatório de atresia de piloro ...
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Tema central: A questão aborda a infecção do sítio cirúrgico (ISC) em recém-nascido, requisito fundamental no cuidado neonatal e item frequentemente exigido em concursos para profissionais da saúde.
Classificação da infecção: De acordo com os critérios da ANVISA, ISC se classifica em superficial (pele e tecido subcutâneo), profunda (fáscia/músculo) e órgão/espaço. O recém-nascido do caso apresenta edema, rubor local e secreção subcutânea, sem sinais sistêmicos (ausência de febre/distermia, bom estado geral), o que caracteriza uma ISC incisional superficial.
Dica de prova: Fique atento ao intervalo pós-operatório. Pela ANVISA, infecções ocorridas até 30 dias da cirurgia são consideradas relacionadas ao procedimento, independentemente da gravidade.
Conduta recomendada segundo protocolos:
Segundo o documento da ANVISA, "Critérios Diagnósticos de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde – Neonatologia", página 30:
“O tratamento habitual de ISC superficial inclui drenagem da lesão, curativos diários com antisséptico (ex.: povidona) e, frente a risco aumentado ou sinais de gravidade, antibioticoterapia sistêmica.”
Análise das alternativas:
A) Incorreta. ISC profunda exige comprometimento de músculos/fáscia e geralmente há sinais sistêmicos. O uso empírico de antibióticos de amplo espectro (cefalosporina de 4ª geração + vancomicina) está reservado para quadros graves.
B) Incorreta. O curativo e drenagem são corretos, porém a ausência de antibiótico é inadequada para muitos protocolos, especialmente em recém-nascidos, onde é baixa a tolerância ao risco.
C) Correta. Identifica corretamente uma ISC incisional superficial e preconiza antibiótico de amplo espectro, abordagem alinhada à necessidade de maior cautela em neonatos, mesmo que possam não apresentar sintomas sistêmicos típicos. É prática preconizada em várias unidades neonatal diante de infecção potencialmente invasiva.
D/E) Incorretas. Erram ao afirmar ser infecção “tardia”; infecções até 30 dias pós-op são considerados ISCs. A opção D exagera no antibiótico, e E subestima o risco ao prescindir tratamento sistêmico.
Evidência e fonte: Além da ANVISA, obras como "Nelson Tratado de Pediatria" reforçam que a conduta em neonatologia deve priorizar antibioticoterapia sistêmica diante de infecção local em pós-operatório imediato devido à vulnerabilidade do recém-nascido.
Resumo para a vida real e concurso:
Avalie o tempo pós-operatório, sinais locais x sistêmicos e lembre: para neonatologia, a prudência favorece o tratamento sistêmico precoce diante de suspeita infecciosa cirúrgica.
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