Por meio da conjunção "e", empregada duas vezes na linha 17 ...
1 A característica central da modernidade, não seria
demais repetir, é a institucionalização do universalismo — e
seu duplo, a igualdade — como princípio organizador da esfera
4 pública. Com base nesse pressuposto, argumento que, em nossa
sociedade, na esfera pública, duas formas de particularismo —
o das diferenças e o das relações pessoais — se reforçam e se
7 articulam em diversas arenas e situações, na produção e
reprodução de desigualdades sociais e simbólicas.
O particularismo das diferenças produz exclusão social e
10 simbólica, dificultando os sentimentos de pertencimento e
interdependência social, necessários para a efetiva
institucionalização do universalismo na esfera pública.
13 O particularismo das relações pessoais atravessa os novos
arranjos institucionais que vêm sendo propostos como
mecanismos de construção de novas formas de sociabilidade e
16 ação coletiva na esfera pública. Finalmente, considero que,
embora a formação de novos sujeitos sociais e políticos e de
arenas de participação da sociedade na formulação e gestão das
19 políticas públicas traga as marcas de nossa trajetória histórica,
constitui, ao mesmo tempo, possibilidade aberta para outra
equação entre universalismo e particularismo na sociedade
22 brasileira.
Jeni Vaitsman. Desigualdades sociais e particularismos na sociedade brasileira. In: Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, n.º 18 (Suplemento), p. 38 (com adaptações).
Julgue os seguintes itens, a respeito dos sentidos e da organização do texto acima.
Por meio da conjunção "e", empregada duas vezes na linha 17 e uma vez na linha 18, é estabelecida a seguinte organização de ideias: a primeira ocorrência liga duas características de "novos sujeitos" (l.17); a segunda liga dois complementos de "formação" (l.17); a terceira, dois complementos de "arenas de participação da sociedade" (l.18).