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Q568122 Medicina
Durante o plantão, um plantonista é chamado para atender um recém nascido a termo, grande para idade gestacional, filho de mãe diabética. Seu peso de nascimento foi 5100g, Apgar 8/9, parto cesariana. Evoluiu com taquipneia persistente desde o nascimento e sua dieta foi administrada por cateter naso gástrico. No momento do exame, com 6 horas de vida, está irritado, taquipnéico sem esforço, acianótico, sem movimentos anormais. O controle de glicemia capilar foi 30 mg/dL. Assinale a alternativa que apresente a melhor conduta a ser adotada nesse caso.
Alternativas

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Tema central: O foco da questão é a hipoglicemia neonatal sintomática em recém-nascido a termo, grande para a idade gestacional, filho de mãe diabética: um contexto clássico e de elevada incidência em neonatologia.

Justificativa da alternativa correta (C): O bebê apresenta glicemia capilar de 30 mg/dL e manifestações clínicas – irritabilidade e taquipneia –, configurando hipoglicemia sintomática. Segundo o Ministério da Saúde (Guia para Profissionais de Saúde – Vol. 3, Distúrbios da Glicose), “na presença de sintomas, o tratamento da hipoglicemia deve ser iniciado imediatamente com infusão de glicose intravenosa”, sendo recomendado:
- Bolus de glicose 10% (2 mL/kg) EV em 2–3 minutos;
- Manutenção com taxa de infusão de glicose (TIG) entre 6–8 mg/kg/min;
- Controle glicêmico rigoroso.
Assim, a conduta da alternativa C corresponde ao padrão-ouro: bolus de dextrose 10% em veia periférica, seguido de infusão contínua, no regime correto de TIG.

Análise crítica das alternativas incorretas:

A) Restrita a dieta por sonda não reverte prontamente hipoglicemia sintomática. O suporte IV é fundamental quando há sintomas (SBP e Ministério da Saúde orientam que a glicose oral/enteral é insuficiente nesses casos).

B) Dextrose 25% é contraindicada em neonatos, pois causa flebite grave e risco de complicações; o acesso venoso central deve ser reservado a indicações específicas e a concentração de glicose deve ser 10%.

D) O erro aqui é não ofertar o bolus inicial. Em quadros sintomáticos, o tempo de ação é crucial: a infusão contínua sozinha não normaliza rapidamente a glicemia.

E) Novamente, dextrose a 25% não é recomendada – altas concentrações aumentam o risco de lesão venosa e hiperosmolaridade.

Pegadinha da questão: Muitos candidatos desatentos escolhem concentração de dextrose inadequada ou esquecem o bolus EV inicial. Tenha atenção às recomendações oficiais e à diferenciação entre hipoglicemia assintomática (dieta/monitorização) e hipoglicemia sintomática (intervenção EV imediata).

Referências essenciais: Ministério da Saúde, volume 3 (Distúrbios da Glicose, p. 18); Sociedade Brasileira de Pediatria; Manual de Neonatologia de Cloherty.

Resumo didático: Para hipoglicemia sintomática em RN: bolus EV de dextrose 10% (2 mL/kg) + manutenção TIG 6–8 mg/kg/min na veia periférica. Garantir acesso seguro e ajustar conforme o controle glicêmico.

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Comentários

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A alternativa correta é a C. Nesse caso, o recém-nascido apresenta hipoglicemia, que é uma complicação comum em bebês de mães diabéticas e pode levar a problemas neurológicos permanentes se não for tratada rapidamente. A administração de dextrose a 10% em veia periférica é a melhor conduta inicial, seguida do controle da glicemia e ajuste da taxa de infusão de glicose entre 6 e 8 mg/kg/min para manter a glicemia normal. A hidratação venosa também é importante, mas a prioridade é a correção da hipoglicemia. É importante lembrar que a conduta pode ser ajustada de acordo com a evolução clínica do paciente.

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