“[...] mantendo um olho no uso da energia de uma forma a não...

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Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda a questão:

Uso de combustíveis fósseis atinge recordes em meio ao calor, fogo e tempestade.

Relatório publicado pelo Instituto de Energia mostra um cenário sombrio de um mundo que luta para se afastar de combustíveis que aquecem o planeta.

20/06/2024

O mundo consumiu quantidades recordes de petróleo, carvão e gás no ano passado, elevando a poluição por carbono do planeta a um novo patamar, de acordo com um relatório publicado na quinta-feira (20), frustrando as esperanças dos cientistas climáticos.
O crescimento dos combustíveis fósseis gerou um aumento de 2,1% nas emissões relacionadas à energia no ano passado, elevando-as acima de 40 bilhões de toneladas pela primeira vez, de acordo com o relatório publicado quinta-feira pelo Instituto de Energia. [...]
O calor extremo brutal está atualmente queimando áreas do planeta. Uma onda de calor diferente de qualquer outra já vista em décadas está varrendo grandes partes dos EUA, que também está lutando com incêndios mortais, tempestades e inundações severas.
Centenas de pessoas morreram quando as temperaturas subiram para 51 graus Celsius durante a peregrinação anual Hajj a Meca, na Arábia Saudita. E a Índia está atualmente lutando com uma onda de calor mortal de verão que matou dezenas de pessoas.
O relatório também mostra que, embora o mundo esteja adicionando energias renováveis limpas em níveis recordes, a demanda global de energia está crescendo tão rapidamente que os combustíveis fósseis estão preenchendo as lacunas.
O ano passado foi “mais um ano de altos em nosso mundo faminto por energia”, disse Juliet Davenport, presidente do Instituto de Energia. “A energia é central para o progresso humano”, acrescentou. “Também é central para a nossa própria sobrevivência.”
O consumo global de petróleo, carvão e gás aumentou 1,5% em 2023, impulsionado, em particular, por um forte crescimento do petróleo. No ano passado, o mundo consumiu mais de 100 milhões de barris por dia pela primeira vez, segundo o relatório. Os EUA continuaram a ser o maior produtor de petróleo, aumentando sua produção em 8% no ano passado. No geral, a proporção de combustíveis fósseis na matriz energética global de 2023 permaneceu em grande parte a mesma em 81,5%, uma queda de apenas 0,5% em relação ao ano anterior.
O crescimento dos combustíveis fósseis foi particularmente forte nas economias em desenvolvimento, segundo o relatório. Na Índia, o consumo destes combustíveis subiu 8% no ano passado e, pela primeira vez, o país usou mais carvão do que a Europa e a América do Norte juntas.
Na China, o uso de combustíveis fósseis atingiu um novo recorde em 2023, um aumento de 6%, com o fim de seus bloqueios prolongados da Covid levando a uma recuperação destes combustíveis. No entanto, a participação dos combustíveis fósseis na matriz energética geral do país está diminuindo, à medida que a China continua a adicionar grandes quantidades de energias renováveis. [...]
Foi constatado que o uso de combustíveis fósseis nas principais economias avançadas provavelmente atingiu um pico e está começando a cair. Nos EUA, os combustíveis fósseis caíram para 80% da energia total consumida. Na Europa, os combustíveis fósseis representaram menos de 70% da matriz energética pela primeira vez desde a Revolução Industrial, impulsionados pela redução da demanda e pelo crescimento das energias renováveis.
A geração de energia a partir de fontes renováveis, excluindo a energia hidrelétrica, aumentou 13% quase inteiramente devido a um boom de energia eólica e solar, de acordo com o relatório, embora o aumento das fontes renováveis não tenha sido suficiente para corresponder ao aumento da demanda global por energia, que aumentou 2% em 2023. [...]
Dave Jones, diretor de insights globais do think tank Ember, que não estava envolvido no relatório, disse que deveria ser um alerta para os governos agirem. “O mundo continua faminto de energia. Para que vire a maré no uso de combustíveis fósseis, as energias renováveis precisam subir muito mais rápido, mantendo um olho no uso da energia de uma forma a não desperdiçá-la”, disse ele à CNN.
Para limitar o aquecimento global a 1,5 grau Celsius acima dos níveis pré-industriais, uma meta acordada pelos países no Acordo de Paris em 2015, o mundo precisa reduzir as emissões aproximadamente pela metade até o final desta década.

Adaptado
https://www.cnnbrasil.com.br
 

“[...] mantendo um olho no uso da energia de uma forma a não desperdiçá-la [...].”. A classificação e a função sintática do termo sublinhado nessa frase é:
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Tema central: Pronomes pessoais oblíquos átonos e função sintática. A questão exige identificar e analisar a classificação e a função sintática do termo “la” em “desperdiçá-la”, pela norma-padrão da Língua Portuguesa.

Comentário da alternativa correta (B): Pronome oblíquo átono com função de objeto direto.

No trecho, o termo “la” refere-se ao substantivo “energia”, funcionando como seu substituto direto. Segundo a regra da gramática normativa, os pronomes oblíquos átonos “o”, “a”, “os”, “as” desempenham exclusivamente função de objeto direto (Bechara, Moderna Gramática Portuguesa). Quando o verbo termina em “r”, “s” ou “z”, essas terminações são suprimidas e o pronome assume as formas “lo”, “la”, “los”, “las”.

Exemplo da regra: “Amar + a → amá-la” / “Desperdiçar + a → desperdiçá-la”. Portanto, em “desperdiçá-la”, “la” exerce função sintática de objeto direto, representando “a energia”.

Análise das alternativas incorretas:

A) Artigo definido com função de objeto direto: Incorreta. “La” não é artigo definido, mas pronome oblíquo; artigos apenas antecedem substantivos, e nunca se ligam ao verbo via hífen.

C) Pronome oblíquo átono com função de objeto indireto: Errada, pois objeto indireto exige preposição, o que não ocorre com o verbo desperdiçar (quem desperdiça, desperdiça algo, e não “a algo”). “La” está ligado diretamente ao verbo, sem preposição.

D) Pronome indefinido com função de objeto indireto: Também incorreta. “La” não é pronome indefinido (não expressa indefinição, mas sim referência direta); além disso, como destacado, a função é de objeto direto.

Dica de prova: Fique atento à formação dos pronomes oblíquos átonos após verbos terminados em “r”, “s”, “z”. Mude sempre o termo para a forma plena (ex: “desperdiçar a energia”) para identificar a função e não confunda pronomes oblíquos com outros tipos de pronomes ou artigos. Pegadinhas desse tipo são comuns, sobretudo em cargos jurídicos, pois exigem rigor gramatical.

Referências: Bechara, Evanildo (2009); Cunha & Cintra (2017); Manual de Redação da Presidência da República.

Resumo: A alternativa B é correta, pois “la” é pronome oblíquo átono exercendo a função de objeto direto. Identifique sempre o termo referente e a estrutura do verbo para não errar esse tópico em prova.

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Comentários

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GAB: B

Os pronomes oblíquos átonos que funcionam como objeto direto são o, a, os e as. 

Os pronomes oblíquos átonos são aqueles que não são precedidos de preposição e são pronunciados com menos intensidade. Eles podem desempenhar diversas funções sintáticas, como objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, adjunto adnominal e sujeito acusativo. 

Os pronomes o, a, os e as atuam como objeto direto quando complementam o sentido de um verbo transitivo direto (VTD). Por exemplo, "Eu o esperei por anos". 

Quando o verbo termina em m, -ão ou -õe, os pronomes o, a, os, as assumem as formas no, na, nos, nas. Por exemplo, "Eles esperam-na impacientes". 

Quando o verbo termina em r, s ou z, as terminações são retiradas e os pronomes o, a, os, as assumem as formas lo, la, los, las. 

Gabarito B

essa enclise não tá errada?

Pensei a mesma coisa...

pra mim semântica é o estudo relacionado ao significado em quanto análise sintática e o estudo gramatical de como a palavra interage com as outras

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