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Q568115 Medicina
Um recém nascido com 8 horas de vida, filho de mãe toxêmica, com Ballard de 31 semanas, em assistência ventilatória com CPAP nasal convencional e FiO2 30%, precisa ser submetido à laparotomia por obstrução intestinal no centro cirúrgico. Seus resultados laboratoriais são: TAP 34%, PTTa 32'', leucometria 4500 com 3 bastões e 45 segmentados, 100.000 plaquetas, hematócrito 53% e hemoglobina 14g/dL. Assinale a alternativa que descreve o melhor preparo pré operatório deste paciente.
Alternativas

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Tema central: Preparo pré-operatório de recém-nascido prematuro, com distúrbio de coagulação (TAP prolongado), para cirurgia de emergência. É questão clássica, testando conhecimentos sobre a fisiologia neonatal, os distúrbios de coagulação do recém-nascido e condutas baseadas em protocolos.

Justificativa para a Alternativa Correta (A):
A alternativa A recomenda administração de vitamina K 1 mg IM no pré-operatório e reserva de plasma fresco e concentrado de hemácias no banco de sangue. Esta é a conduta correta porque:

  • O TAP está prolongado (34%), o que sugere deficiência de fatores dependentes de vitamina K, comum em recém-nascido prematuro, principalmente filho de mãe com toxemia.
  • Segundo o Ministério da Saúde, "todos os recém-nascidos devem receber vitamina K para profilaxia da doença hemorrágica".
  • A reserva de hemocomponentes garante segurança caso haja sangramento cirúrgico, mas não há necessidade de transfusão prévia, pois não há anemia nem trombocitopenia grave.

Exemplo clínico: O paciente não apresenta sangramento ativo, mas, devido ao preparo cirúrgico e alteração no TAP, a correção profilática é essencial para redução do risco hemorrágico.

Análise das alternativas incorretas:

  • B: Inadequada pois recomenda reservar concentrado de plaquetas sem evidência laboratorial de trombocitopenia grave (plaquetas=100.000 é um valor baixo, mas transfusão só é indicada tipicamente <50.000 para procedimentos invasivos).
  • C: Sugere plasma fresco a cada 6h e transfusão de hemácias, o que não se justifica, pois não há sangramento nem anemia significativa. Desnecessário e arriscado.
  • D: Recomenda infusão frequente de plasma e plaquetas sem indicação clínica, podendo causar sobrecarga volêmica e riscos transfusionais desnecessários.
  • E: Errada pois omite a administração obrigatória de vitamina K pré-operatória e subestima o risco associado ao TAP prolongado.

Evidências e diretrizes: Recomendação expressa em protocolos como o Manual de Neonatologia (Secretaria de Saúde de SP) e guias do Ministério da Saúde: “Vitamina K (IM, ao nascer) previne distúrbios hemorrágicos no RN, especialmente antes de procedimentos invasivos”. Revisão Cochrane confirma: injeção IM de VK reduz risco de sangramento.

Dica para provas: Atenção aos valores de TAP, plaquetas e contexto cirúrgico. Lembre: a vitamina K sempre deve ser considerada no preparo neonatal, exceto se contraindicação formal, o que é raro.

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Comentários

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A alternativa correta para o preparo pré-operatório deste paciente é a alternativa A, que consiste na administração de vitamina K 1 mg IM no pré-operatório e reserva de plasma fresco e concentrado de hemácias no banco de sangue. Isso se deve ao fato de que o paciente apresenta um aumento no tempo de protrombina (TAP) e no tempo de tromboplastina parcial ativada (PTTa), o que indica uma diminuição na atividade dos fatores de coagulação dependentes da vitamina K. A administração de vitamina K é importante para normalizar esses valores e evitar sangramentos durante e após a cirurgia. Além disso, a reserva de plasma fresco e concentrado de hemácias é essencial para garantir a reposição de elementos sanguíneos em caso de necessidade durante a cirurgia. A administração de concentrado de plaquetas não é necessária neste caso, já que o paciente apresenta valores normais de plaquetas.

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