Um recém nascido com 8 horas de vida, filho de mãe toxêmica,...
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Tema central: Preparo pré-operatório de recém-nascido prematuro, com distúrbio de coagulação (TAP prolongado), para cirurgia de emergência. É questão clássica, testando conhecimentos sobre a fisiologia neonatal, os distúrbios de coagulação do recém-nascido e condutas baseadas em protocolos.
Justificativa para a Alternativa Correta (A):
A alternativa A recomenda administração de vitamina K 1 mg IM no pré-operatório e reserva de plasma fresco e concentrado de hemácias no banco de sangue. Esta é a conduta correta porque:
- O TAP está prolongado (34%), o que sugere deficiência de fatores dependentes de vitamina K, comum em recém-nascido prematuro, principalmente filho de mãe com toxemia.
- Segundo o Ministério da Saúde, "todos os recém-nascidos devem receber vitamina K para profilaxia da doença hemorrágica".
- A reserva de hemocomponentes garante segurança caso haja sangramento cirúrgico, mas não há necessidade de transfusão prévia, pois não há anemia nem trombocitopenia grave.
Exemplo clínico: O paciente não apresenta sangramento ativo, mas, devido ao preparo cirúrgico e alteração no TAP, a correção profilática é essencial para redução do risco hemorrágico.
Análise das alternativas incorretas:
- B: Inadequada pois recomenda reservar concentrado de plaquetas sem evidência laboratorial de trombocitopenia grave (plaquetas=100.000 é um valor baixo, mas transfusão só é indicada tipicamente <50.000 para procedimentos invasivos).
- C: Sugere plasma fresco a cada 6h e transfusão de hemácias, o que não se justifica, pois não há sangramento nem anemia significativa. Desnecessário e arriscado.
- D: Recomenda infusão frequente de plasma e plaquetas sem indicação clínica, podendo causar sobrecarga volêmica e riscos transfusionais desnecessários.
- E: Errada pois omite a administração obrigatória de vitamina K pré-operatória e subestima o risco associado ao TAP prolongado.
Evidências e diretrizes: Recomendação expressa em protocolos como o Manual de Neonatologia (Secretaria de Saúde de SP) e guias do Ministério da Saúde: “Vitamina K (IM, ao nascer) previne distúrbios hemorrágicos no RN, especialmente antes de procedimentos invasivos”. Revisão Cochrane confirma: injeção IM de VK reduz risco de sangramento.
Dica para provas: Atenção aos valores de TAP, plaquetas e contexto cirúrgico. Lembre: a vitamina K sempre deve ser considerada no preparo neonatal, exceto se contraindicação formal, o que é raro.
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