Considere o enunciado a seguir, em que devem ser empregados...
Leia a citação a seguir, de Gilbert Keith Chesterton, para responder às questão:
O certo é certo, mesmo que ninguém o faça. O errado é errado, mesmo que todos estejam errados sobre isso.
(Disponível em: https://www. chesterton.org. Tradução livre)
Considere o enunciado a seguir, em que devem ser empregados os verbos destacados na citação:
Na ocasião, os técnicos recomendaram que se ___________ alguma coisa para contornar as dificuldades que os usuários porventura ____________ enfrentando.
Assinale a alternativa em que esses verbos preenchem as lacunas de acordo com a norma-padrão de correlação verbal.
Gabarito comentado
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Tema central: Correlação verbal em orações subordinadas
Esta questão exige o conhecimento das regras de correlação entre os tempos e modos verbais, fundamental para garantir a coesão e a lógica temporal na construção da frase, conforme orienta a norma-padrão da Língua Portuguesa.
Justificativa da alternativa correta (C):
Na frase, o verbo “recomendaram” está no pretérito perfeito do indicativo, indicando ação já concluída no passado. Já a ação sugerida na oração subordinada (o que deveria ser feito) se refere a uma possibilidade, desejo ou hipótese orientada por esse passado. Segundo as gramáticas (ver Evanildo Bechara; Celso Cunha & Lindley Cintra), a oração subordinada requer o pretérito imperfeito do subjuntivo para expressar essa hipótese ou desejo posterior/simultâneo ao fato principal.
Assim, “fizesse” e “estivessem” estão corretamente flexionados no pretérito imperfeito do subjuntivo: “recomendaram que se fizesse... que porventura estivessem...”
Análise das alternativas incorretas:
A) fazia... estão — Usando indicativo, quebra a relação hipotética exigida pela estrutura subordinada.
B) fez... estariam — “Fez” está no indicativo e “estariam” no futuro do pretérito; não segue a lógica temporal do enunciado.
D) faz... estão — Ambos no presente, inadequados para uma ação já situada no passado.
E) fizer... estiverem — Futuro do subjuntivo; usado apenas para hipótese futura, não compatível com o contexto dado.
Estratégia para não errar: Sempre observe atentamente o tempo verbal da oração principal. Se o verbo está no passado e a subordinada expressa hipótese, condição ou desejo, Prefira o pretérito imperfeito do subjuntivo (como em “fizesse”, “estivesse”).
Regra de ouro: “Quando a oração principal está no pretérito perfeito/imperfeito do indicativo, a subordinada com valor hipotético ou de desejo usa pretérito imperfeito do subjuntivo.” (Cunha & Cintra; Bechara).
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Comentários
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GAB: C
“recomendaram que se fizesse” = verbo no pretérito imperfeito do subjuntivo, usado após verbos no passado para indicar uma ação hipotética ou desejada.
“porventura estivessem enfrentando” = também no pretérito imperfeito do subjuntivo, mantendo a coerência temporal.
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Gabarito: C
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C. A correlação verbal exige o Pretérito Imperfeito do Subjuntivo em ambas as lacunas. O verbo principal no passado ("recomendaram"), que expressa sugestão, pede que o verbo da oração subordinada esteja no subjuntivo imperfeito ("fizesse"). O advérbio de dúvida "porventura" mantém essa correlação, exigindo o mesmo tempo verbal ("estivessem").
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GAB: Letra C
Ambas as formas — “fizesse” e “estivessem enfrentando” — estão no pretérito imperfeito do subjuntivo, tempo usado para expressar ações hipotéticas, desejadas ou incertas relacionadas a um verbo principal no passado. Assim, elas mantêm a coerência temporal e indicam possibilidade ou condição em relação a fatos passados.
"No tempo do Senhor, não no meu.”
The trooper again
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