Um recém nascido a termo, fruto de uma gestação sem complica...
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Tema central: O foco da questão é o diagnóstico e conduta emergencial de cardiopatias congênitas cianóticas no recém-nascido, um conhecimento fundamental para o cotidiano da Neonatologia.
Análise do caso: O quadro clínico aponta para uma cardiopatia crítica cianótica logo nas primeiras horas de vida, caracterizada por:
- Cianose central não responsiva ao O2;
- Ausência de sopros e pulsos normais;
- Piora com o choro ou mamada;
- Taquipneia leve, sem esforço respiratório grave;
Justificativa da alternativa correta (C):
Esses achados são clássicos da Transposição das Grandes Artérias (TGA). Nessa malformação, a circulação pulmonar e sistêmica funcionam em paralelo, resultando em oxigenação inadequada, não revertida isoladamente pela oferta de O2. A prostaglandina E1 é vital para manter o canal arterial patente, permitindo mistura sanguínea até a intervenção definitiva.
Segundo o Guia para os Profissionais de Saúde – Ministério da Saúde (“Atenção à Saúde do Recém-Nascido", Cap. 24):
“O RN com essa cardiopatia apresenta quadro de cianose muito acentuado que pode não melhorar apesar do uso de prostaglandina e do suporte ventilatório. Nesse caso, uma atriosseptostomia […] pode ser necessária para melhorar a mistura de sangue e a oxigenação sistêmica.”
Análise das alternativas incorretas:
- A (CIV – noradrenalina): CIV isolada em neonatos raramente cursa com cianose intensa e, neste caso, não há indicativo de choque para uso de noradrenalina.
- B (Coarctação de aorta – ECMO): Coarctação raramente se manifesta primariamente com cianose central tão marcada e pulsos periféricos seriam diminuídos.
- D (Tetralogia de Fallot – ECMO): Tetralogias cursam com cianose, porém geralmente há sopro sistólico; ECMO não é conduta inicial.
- E (Estenose pulmonar – PGE1): Apesar de PGE1 ser indicada para casos graves de estenose pulmonar crítica, o quadro clássico descrito favorece o diagnóstico de TGA.
Estratégia para a prova: Atenção para sinais de cianose refratária ao O2 desde as primeiras horas de vida, ausência de sopros e rápida progressão – indicativos de cardiopatias graves dependentes de canal arterial.
Resumo final: TGA com indicação imediata de Prostaglandina E1. Conduta validada por protocolos oficiais e fundamentais para a prova e para atuação clínica.
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