Um paciente apresenta uma lesão cutânea que é sugestiva de ...
Gabarito comentado
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Tema central: Genodermatoses são doenças cutâneas de base genética (mutação germinativa) com padrões clínicos e histológicos característicos. Em provas, o melhor método “confirmatório” entre opções clínicas/laboratoriais costuma ser o que demonstra a alteração estrutural da pele.
Alternativa correta: A — Biópsia cutânea com análise histopatológica detalhada.
A biópsia permite identificar padrões morfológicos específicos que sustentam o diagnóstico de genodermatoses (ex.: epidermólise bolhosa com clivagem em níveis definidos e mapeamento por imunofluorescência; Doença de Darier com acantólise suprabasal e disqueratose; ictiose epidermolítica com queratinização anômala). Técnicas complementares como imunofluorescência direta/indireta, imunohistoquímica e microscopia eletrônica aumentam a acurácia diagnóstica quando disponíveis. Referências: Bolognia – Dermatology; UpToDate (Approach to genodermatoses; Diagnosis of inherited blistering diseases); Harrison’s.
Pegadinha importante: na prática atual, o teste genético molecular é muitas vezes o padrão-ouro para confirmação etiológica e subtipagem, mas não está entre as alternativas. Logo, a melhor escolha oferecida é a biópsia cutânea, por fornecer evidência objetiva do defeito estrutural cutâneo.
Como raciocinar em prova:
1) Fenótipo cutâneo e história familiar; 2) Procurar sinais sindrômicos; 3) Biópsia para padrão histológico/IF; 4) Encaminhar para genética quando disponível. Esse passo a passo é alinhado a diretrizes de abordagem em genodermatoses (Bolognia; UpToDate).
Por que as demais estão incorretas?
B. O exame clínico é essencial para suspeita e classificação fenotípica, mas não confirma a natureza genética por si só. Em muitas genodermatoses, diferentes entidades compartilham aspectos clínicos semelhantes, exigindo histologia/IF ou genética.
C. Testes de função hepática avaliam comprometimento sistêmico, não confirmam genodermatoses. Podem ser úteis em condições metabólicas (p.ex., porfirias), que não são típicas genodermatoses germinativas.
D. Ressonância magnética pode ser útil para avaliar órgãos internos em síndromes genéticas (ex.: neurofibromatose), mas não confirma uma doença cutânea genética. O diagnóstico cutâneo requer avaliação histológica/molecular.
E. Sorologia para vírus é voltada a infecções (ex.: herpes, HIV), sem papel para confirmar doenças genéticas da pele.
Resumo para memorização: Suspeitou de genodermatose? Priorize: clínica → biópsia com histopatologia/IF → genética (se disponível) para confirmação etiológica e subtipagem.
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