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Q1337740 Medicina
Recém-nascido de parto normal, bolsa rota por 6 horas, ictérico, 4 dias de vida, história de prematuridade (PIG), triagem auditiva inconclusiva. É levado ao atendimento de emergência com petéquias, especialmente nos membros inferiores. Apresenta baço a 3 cm do rebordo costal esquerdo e fígado palpável a 4 cm do rebordo costal direito, sopro sistólico predominantemente infraclavicular e leucocoria (suspeita de catarata congênita). A principal hipótese é de:
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Tema central: O caso explora o diagnóstico diferencial das infecções congênitas, cobrando do candidato a capacidade de correlacionar manifestações clínicas clássicas do recém-nascido às síndromes infecciosas perinatais.

Análise do caso clínico:

O recém-nascido apresenta: icterícia, petéquias, hepatosplenomegalia, sopro cardíaco e leucocoria/catarata. Tais achados, em especial a associação de sinais hematológicos (petéquias, icterícia), alterações oftálmicas (leucocoria), cardiopatia (sopro) e hepatosplenomegalia, remetem à síndrome da rubéola congênita (SRC).

Justificativa da alternativa correta (D – rubéola congênita):

Segundo o Guia de Vigilância em Saúde – 6ª edição, 2024:
“As principais manifestações clínicas [da SRC] são: catarata, glaucoma, microftalmia, retinopatia, cardiopatia congênita (...), surdez (...). Outras manifestações clínicas podem ocorrer, mas são transitórias, como: hepatoesplenomegalia, hepatite, icterícia, anemia hemolítica, púrpura trombocitopênica (...), exantema crônico.”

A associação catarata + cardiopatia + manifestações hematológicas é altamente sugestiva de SRC, condição que pode manifestar-se – como neste caso – com anomalias múltiplas.

Análise das alternativas incorretas:

A) Herpes congênito: costuma causar lesões vesiculares cutâneas, encefalite, pneumonia e sepsis grave, não catarata, petéquias ou sopro cardíaco.

B) Toxoplasmose congênita: triade clássica é hidrocefalia, coriorretinite e calcificações intracranianas; a catarata é rara, e sopro cardíaco não é comum.

C) Sífilis neonatal: pode cursar com hepatoesplenomegalia, icterícia e petéquias, mas não apresenta catarata congênita ou sopro específico.

E) Atresia das vias biliares: típica de icterícia colestática isolada, não cursa com catarata, alterações cardíacas ou púrpura.

Dica estratégica: Atenção à associação de sintomas multissistêmicos em recém-nascidos, especialmente oftálmicos (catarata/leucocoria), cardíacos e hematológicos – conjunto sugestivo das síndromes TORCH, sendo a rubéola congênita a única com tal perfil.

Resumo: O quadro clínico apresentado encaixa-se de forma clássica na síndrome da rubéola congênita, conforme as principais diretrizes oficiais e evidências científicas. Saber identificar esta tríade é fundamental nas provas e na prática clínica.

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A principal hipótese é de rubéola congênita. A rubéola é uma infecção viral que pode ser transmitida de mãe para filho durante a gestação, e é comum que cause danos ao feto, especialmente se a infecção ocorrer nas primeiras semanas da gestação. Os sintomas incluem icterícia, petéquias, aumento do fígado e do baço, sopro sistólico, entre outros. Além disso, a história de prematuridade e triagem auditiva inconclusiva podem ser indicadores de infecção congênita. É importante que o bebê receba tratamento adequado o mais rápido possível.

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