Recém-nascido de parto normal, bolsa rota por 6 horas, icté...
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Tema central: O caso explora o diagnóstico diferencial das infecções congênitas, cobrando do candidato a capacidade de correlacionar manifestações clínicas clássicas do recém-nascido às síndromes infecciosas perinatais.
Análise do caso clínico:
O recém-nascido apresenta: icterícia, petéquias, hepatosplenomegalia, sopro cardíaco e leucocoria/catarata. Tais achados, em especial a associação de sinais hematológicos (petéquias, icterícia), alterações oftálmicas (leucocoria), cardiopatia (sopro) e hepatosplenomegalia, remetem à síndrome da rubéola congênita (SRC).
Justificativa da alternativa correta (D – rubéola congênita):
Segundo o Guia de Vigilância em Saúde – 6ª edição, 2024:
“As principais manifestações clínicas [da SRC] são: catarata, glaucoma, microftalmia, retinopatia, cardiopatia congênita (...), surdez (...). Outras manifestações clínicas podem ocorrer, mas são transitórias, como: hepatoesplenomegalia, hepatite, icterícia, anemia hemolítica, púrpura trombocitopênica (...), exantema crônico.”
A associação catarata + cardiopatia + manifestações hematológicas é altamente sugestiva de SRC, condição que pode manifestar-se – como neste caso – com anomalias múltiplas.
Análise das alternativas incorretas:
A) Herpes congênito: costuma causar lesões vesiculares cutâneas, encefalite, pneumonia e sepsis grave, não catarata, petéquias ou sopro cardíaco.
B) Toxoplasmose congênita: triade clássica é hidrocefalia, coriorretinite e calcificações intracranianas; a catarata é rara, e sopro cardíaco não é comum.
C) Sífilis neonatal: pode cursar com hepatoesplenomegalia, icterícia e petéquias, mas não apresenta catarata congênita ou sopro específico.
E) Atresia das vias biliares: típica de icterícia colestática isolada, não cursa com catarata, alterações cardíacas ou púrpura.
Dica estratégica: Atenção à associação de sintomas multissistêmicos em recém-nascidos, especialmente oftálmicos (catarata/leucocoria), cardíacos e hematológicos – conjunto sugestivo das síndromes TORCH, sendo a rubéola congênita a única com tal perfil.
Resumo: O quadro clínico apresentado encaixa-se de forma clássica na síndrome da rubéola congênita, conforme as principais diretrizes oficiais e evidências científicas. Saber identificar esta tríade é fundamental nas provas e na prática clínica.
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