Uma mulher de 60 anos é acompanhada por hipertensão arteria...
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Tema central da questão: O enunciado aborda abordagem terapêutica em paciente idosa com hipertensão arterial sistêmica (HAS) e diabetes mellitus tipo 2 (DM2), ambos sem controle adequado, exigindo otimização das medicações. O ponto-chave da questão está na escolha racional dos anti-hipertensivos e antidiabéticos em uma paciente com alto risco cardiovascular.
Justificativa para a alternativa C (correta):
A alternativa C propõe losartana (100 mg), anlodipino (5 mg), atenolol (50 mg) e metformina (2000 mg/dia). Segundo as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial (2020), pacientes com DM2 devem receber preferencialmente bloqueadores do sistema renina-angiotensina (como losartana) pelo efeito protetor renal e redução de eventos cardiovasculares. O anlodipino é efetivo como anti-hipertensivo associado. O aumento da metformina é necessário, pois a paciente está com hemoglobina glicada de 9,2%, mostrando controle glicêmico inadequado. O atenolol, em dose reduzida, pode ser mantido como coadjuvante, principalmente na presença de risco cardiovascular.
“Em pacientes com diabetes mellitus, BRA e IECA são preferenciais. O tratamento pode ser combinado com bloqueador do canal de cálcio…” (Diretrizes Brasileiras de HA, 2020)
Análise das alternativas incorretas:
A) Repete o betabloqueador (100 mg) e soma diurético + BRA, porém manter dose máxima de atenolol não é seguro no DM2 e não ajusta o controle glicêmico.
B) Não inclui betabloqueador, porém a dose de metformina (1000 mg) é insuficiente frente à hemoglobina glicada elevada e a paciente pode necessitar intensificação.
D) Indapamida é tiazídico válido, mas manter betabloqueador em dose máxima não é ideal e falta bloqueador do SRAA (BRA/IECA), essenciais nessa paciente.
E) Adiciona glibenclamida, mas sulfonilureias aumentam risco de hipoglicemia em idosos e não são preferenciais conforme protocolos do Ministério da Saúde.
“O uso de sulfonilureias deve ser evitado em idosos devido ao risco de hipoglicemia.” (PCDT DM2, Ministério da Saúde, p.36)
Estratégias para provas: Atenção à indicação das classes anti-hipertensivas preferenciais em DM2 (BRA/IECA + BCC), ajuste individualizado de hipoglicemiantes e evitar drogas de risco em idosos ou que agravem o perfil metabólico. Questões comuns exploram a interface entre doenças crônicas! Sempre compare doses e modernidade dos esquemas.
Resumo: Alternativa C é a mais alinhada com diretrizes e as boas práticas para HAS e DM2 com necessidade de intensificação terapêutica.
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