Curta, é a gestação da ...

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Q3655720 Biologia
Curta, é a gestação da espécie humana e prolongada, sua imaturidade. Os filhotes nascem em número pequeno, pouco desenvolvidos, indefesos e despreparados para sobreviver sem os cuidados dos adultos de sua espécie e de sua cultura. Uma das razões para essa imaturidade inicial é que:
Alternativas

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Alternativa correta: B

Tema central: desenvolvimento pós‑natal do sistema nervoso humano e por que os recém‑nascidos humanos são imaturos e dependentes. Esse conteúdo é frequente em questões sobre identidade dos seres vivos e evolução do desenvolvimento (ontogenia).

Resumo teórico (claro e progressivo):

Encefalização e maturação pós‑natal: o cérebro humano continua a crescer e a se organizar intensamente após o nascimento. Ao nascer o cérebro representa cerca de 20–25% do volume adulto; no primeiro ano há grande aumento ligado à sinaptogênese e mielinização; aos 2 anos chega a ~80% do volume adulto. Esses processos (formação de sinapses, poda sináptica, mielinização) ocorrem majoritariamente após o nascimento e explicam a imaturidade funcional dos recém‑nascidos. (Ver: Moore & Persaud, The Developing Human; Lieberman, Evolution of the Human Head.)

Por que a alternativa B está certa: ela aponta diretamente o fator proximate: o cérebro não está totalmente formado ao nascer e passa por crescimento e maturação pós‑natal. Essa é a explicação biológica imediata para filhotes humanos serem relativamente imaturos e dependentes.

Análise das alternativas incorretas:

A: afirma que a imaturidade é influenciada pelo tamanho do corpo. Incorreto: embora exista relação entre estratégias reprodutivas (altriciais vs precociais) e tamanho relativo do cérebro, a frase é vaga e não responde ao motivo imediato da imaturidade humana — que é a continuação do desenvolvimento cerebral pós‑natal.

C: diz que a mãe não suporta gestação mais longa. É uma simplificação e uma explicação teleológica; mesmo que fatores obstétricos (pelve, parto) sejam relevantes na evolução humana, a causa imediata apontada na questão é ontogenética: o cérebro continua a se desenvolver depois do nascimento — não que a mãe "não suporte" prolongar muito mais a gestação.

D: afirma que o número de neurônios é inconstante ao nascer. Falso: a maioria dos neurônios do córtex é gerada antes do nascimento; o que muda muito após o parto é a conectividade (sinapses), mielinização e reorganização — não uma oscilação aleatória no número neuronal.

E: relaciona diretamente o pequeno número de filhotes ao desenvolvimento cerebral. Ter poucos filhotes pode estar associado a cuidado parental, mas não explica mecanisticamente a imaturidade neonatal; a razão principal é o crescimento cerebral pós‑natal, não simplesmente a baixa fecundidade.

Dica de prova / interpretação: procure termos-chave no enunciado ("prolongada sua imaturidade", "filhotes pouco desenvolvidos") e conecte com processos conhecidos (crescimento cerebral pós‑natal, sinaptogênese, mielinização). Elimine alternativas vagas, teleológicas ou que trocam correlação por causalidade.

Fontes principais recomendadas: Moore & Persaud, The Developing Human; Lieberman, D. E., Evolution of the Human Head (discussões sobre ontogenia e obstetrícia).

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