O texto seguinte servirá de base para responder à
questão.
Economista especialista em disparidade de gênero
ganha Nobel de Economia
A historiadora econômica norte-americana Claudia
Goldin ganhou o prêmio Nobel de Economia de 2023 por
seu trabalho que examina a desigualdade salarial entre
homens e mulheres, informou a Academia Real de
Ciências da Suécia nesta segunda-feira (9).
Em 2022, aos 76 anos, Goldin foi reconhecida pela
Forbes como uma das mulheres mais bem-sucedidas na maturidade, figurando na lista 50 Over 50.
O prestigioso prêmio Nobel, formalmente conhecido
como Prêmio Sveriges Riksbank em Ciências
Econômicas em Memória de Alfred Nobel, é o último da
safra de prêmios deste ano e vale 11 milhões de coroas
suecas, ou pouco menos de US$ 1 milhão.
"A laureada deste ano em Ciências Econômicas, Claudia
Goldin, forneceu o primeiro relato abrangente dos
ganhos e da participação das mulheres no mercado de
trabalho ao longo dos séculos", disse o órgão que
concedeu o prêmio em um comunicado.
"Sua pesquisa revela as causas da mudança, bem como
as principais fontes da disparidade de gênero
remanescente."
O prêmio de Economia é a última parcela da safra de
Nobéis deste ano, que viu prêmios serem concedidos a
descobertas de vacinas contra a Covid-19, instantâneos
atômicos e "pontos quânticos", bem como a um
dramaturgo norueguês e uma ativista iraniana.
Goldin, que em 1990 se tornou a primeira mulher a ser
titular do Departamento de Economia de Harvard, é
apenas a terceira mulher a ganhar o prêmio Nobel de
Economia.
"Ela ficou surpresa e muito, muito feliz", disse Hans
Ellegren, secretário-geral da Academia Real Sueca de
Ciências.
O livro de Goldin de 1990, "Understanding the Gender
Gap: An Economic History of American Women"
("Entendendo a Disparidade de Gênero: Uma História
Econômica das Mulheres Norte-Americanas", em
tradução livre), foi um exame extremamente influente das
raízes da desigualdade salarial.
Em seguida, ela realizou estudos sobre o impacto da
pílula anticoncepcional nas decisões de carreira e
casamento das mulheres, sobre o sobrenome das
mulheres após o casamento como indicador social e
sobre os motivos pelos quais as mulheres são hoje a
maioria dos estudantes de graduação.
"As descobertas de Claudia Goldin têm vastas
implicações sociais", disse Randi Hjalmarsson, membro
do comitê do Prêmio de Economia. "Ao finalmente
entender o problema e chamá-lo pelo nome certo,
poderemos pavimentar um caminho melhor para o
futuro."