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Q3510459 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como a primeira bactéria que encontramos na nossa vida pode nos manter saudáveis 


As primeiras bactérias que nosso corpo encontra — nas horas seguintes ao nascimento — podem nos proteger de infecções perigosas, de acordo com cientistas do Reino Unido.


Eles demonstraram, pela primeira vez, que bactérias boas parecem reduzir pela metade o risco de crianças pequenas serem internadas com infecções pulmonares.


Os pesquisadores disseram que esta foi uma descoberta "fenomenal" — e que podem levar a terapias que estimulem bactérias boas em bebês.


Acredita-se que nossos primeiros encontros com micróbios sejam cruciais para o desenvolvimento do nosso sistema imunológico.


 Saímos do útero estéreis, mas isso não dura muito tempo. Todos os cantos e recantos do corpo humano se tornam lar para um mundo de vida microbiana, conhecido como microbioma.


Pesquisadores da University College London (UCL) e do Sanger Institute, no Reino Unido, investigaram os primeiros estágios de colonização do nosso corpo por bactérias, fungos e muito mais.


Eles coletaram amostras de fezes de 1.082 recém-nascidos na primeira semana de vida. Em seguida, a equipe realizou uma análise genética completa de todo o DNA das amostras para descobrir exatamente quais espécies estavam presentes, e quão comuns elas eram em cada criança.

 

Em seguida, eles acompanharam o que aconteceu com esses bebês, usando dados hospitalares, durante os dois anos seguintes.


Um dos primeiros habitantes do corpo humano em particular, a Bifidobacterium longum, parecia ter um efeito protetor.


Apenas 4% dos bebês com esta espécie passariam uma noite no hospital com infecção pulmonar nos dois anos seguintes. Os bebês com bactérias iniciais diferentes tinham de duas a três vezes mais chance de precisar ficar internados.


Estes são os primeiros dados que mostram que a formação do microbioma afeta o risco de infecção.


"Acho que é realmente fenomenal. É incrível poder mostrar isso. Estou animado", disse Nigel Field, professor da UCL, à BBC.


 https://www.bbc.com/portuguese/articles/c20n2d3zq16ofragmento - adaptado


A fonologia é o ramo da linguística que se dedica ao estudo dos sons das línguas, especialmente dos fonemas — as menores unidades sonoras que podem alterar o significado das palavras. Essa área investiga diversos fenômenos sonoros, como a formação das sílabas, os encontros vocálicos e consonantais, os dígrafos e os alofones. Com base nisso, analise as afirmativas a seguir e identifique a INCORRETA.
Alternativas

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Tema central: Esta questão aborda fonologia, especialmente a identificação de dígrafos, encontros consonantais e análise de relação entre grafia e sonoridade, temas essenciais para provas na área do magistério.

Alternativa correta: C

Justificativa: O erro da alternativa C está no uso impróprio dos conceitos. Quando se afirma que “dígrafo vocálico” ocorre em “quente” (qu), há equívoco. “Qu” é um dígrafo consonantal, pois representa o fonema /k/, nunca um som vocálico nasal. Dígrafos vocálicos existem em “am”, “em”, “im” (sons nasais).

Além disso, ao afirmar que em “cripta” há encontro consonantal, a definição está correta: o grupo cr é um encontro consonantal, pois cada letra representa um som distinto. O erro, portanto, está na classificação do “qu” como dígrafo vocálico.

Regra gramatical envolvida: Conforme destaca Bechara (Moderna Gramática Portuguesa), dígrafo é a sequência de duas letras para um só fonema, e só é vocálico quando representa som nasal.

Análise das demais alternativas:

A) Incorreta. “Prefixo” tem 7 letras e 7 fonemas (pre-fi-xo), não 8. “Chocalho” traz 8 letras, mas apenas 6 fonemas, pois “ch” e “lh” são dígrafos consonantais. O número de fonemas não coincide no caso de prefixo.

B) Correta. Ao retirar o acento de “prática”, “pública” e “penitenciárias” surgem as formas verbais “pratica”, “publica” e “penitenciarias” (3ª pessoa do singular), atendendo à norma padrão ortográfica (conforme Cunha & Cintra, Nova Gramática).

D) Correta. Palavras como “psiquiatria” e “diagnosticado” podem ser pronunciadas, no uso coloquial, com acréscimo de fonemas, por influência de sua grafia e estrutura consonantal. Fenômeno frequente nas pronúncias populares, também reconhecido por Bechara.

Dica para a prova: Atenção à diferença entre dígrafo (2 letras, 1 som) e encontro consonantal (2 letras, 2 sons). Essa distinção é cobrança clássica em concursos!

Referências: Bechara, Cunha & Cintra, Rocha Lima

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Comentários

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A conjugação "tu penitenciarias" está no futuro do pretérito do indicativo.

Esse tempo verbal é usado para expressar:

Uma ação que poderia ter acontecido no passado, mas não aconteceu: "Se eu tivesse mais tempo, eu penitenciarias minhas falhas."

Uma dúvida ou incerteza sobre o passado: "Será que tu penitenciarias mesmo?"

Um pedido educado: "Tu penitenciarias se fosse preciso?"

É importante não confundir com o futuro do presente ("tu penitenciarás") ou com o presente do indicativo ("tu penitencias").

É só aqui ou as estatísticas dessa pergunta não aparecem? Há algum bug?

Na minha opnião, acredito que a D estaria errada, pois não vejo a pronúncia de 1 letras/ FOENAMA a mais na palavra PSIQUIATRIA.

P-S-I-K-I-A-T-R-I-A

Alguém poderia corrigir?

grupo de duas letras que representam um único som vocálico, geralmente com uma vogal seguida de "m" ou "n", que nasaliza a vogal anterior. Exemplos incluem "am", "em", "im", "om", "um", e suas versões com "n" ("an", "en", "in", "on", "un"). 

Letra D está correta! Se fôssemos analisar a luz dos fonemas, lê-lo-íamos as palavras ''psiquiatria'' e ''diagnosticado'' como P-I-S-K-I-A-T-R-I-A e D-I-A-G-I-N-O-S-T-I-C-A-D-O. Sobre os dígrafos, a união de duas letras não necessariamente será para representar um dígrafo vocálico. Pode ser um dígrafo consonantal também. O exemplo dado sobre o dígrafo vocálico está errado.

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