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Q1337686 Medicina
Paciente 12 anos, masculino, dá entrada no setor de Emergência com quadro de dor abdominal compatível com apendicite aguda. Levado ao centro cirúrgico, para laparotomia, o inventário revelou apêndice normal, e diverticulite de Merckel, sem sinais de perfuração. A melhor conduta é:
Alternativas

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Tema central da questão: O cenário clínico explora a conduta frente ao divertículo de Meckel inflamado (diverticulite) identificado incidentalmente durante laparotomia exploratória, em criança com suspeita de apendicite.

Divertículo de Meckel – Conceitos-chave: Trata-se da anomalia congênita mais frequente do trato gastrointestinal, resultante de resquício do ducto onfalomesentérico. Geralmente é assintomático, mas pode complicar com inflamação (diverticulite), sangramento ou obstrução intestinal.

Explicação e justificativa para a alternativa correta:

Em casos de diverticulite de Meckel, mesmo sem sinais de perfuração, a conduta recomendada segundo os principais manuais cirúrgicos e o próprio Manual MSD para profissionais de saúde é a ressecção segmentar do íleo, incluindo a lesão (Alternativa B).
Isso se justifica pois a inflamação pode atingir a base do divertículo e a parede ileal adjacente, inviabilizando apenas a ressecção simples do divertículo ou tratamento não cirúrgico. Essa abordagem reduz as chances de complicações como perfuração, recorrência e fístulas.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Ileotiflectomia: Consiste em retirada extensa do íleo terminal e válvula ileocecal. É procedimento muito mais amplo do que o necessário, reservado para situações graves ou perfurativas extensas.
  • C) Apendicectomia profilática com antibioticoterapia: Não resolve o problema causal, já que o apêndice está normal. A origem da inflamação é o divertículo de Meckel.
  • D) Antibióticoterapia com ciprofloxacino e metronidazol apenas: O tratamento definitivo é sempre cirúrgico. Antibióticos isolados não removem a causa e não previnem recorrências ou complicações.
  • E) Marsupialização do divertículo: Técnica considerada obsoleta e inadequada, não condizente com as práticas modernas e não recomendada em literatura científica recente.

Estratégia de Prova: Atenção à leitura do enunciado para reconhecer: “apêndice normal” e “diverticulite de Meckel”. Muitos candidatos erram por associarem dor abdominal a apendicite em todas as situações ou por desconhecerem as particularidades do tratamento do divertículo de Meckel em crianças.

Referência: Conforme o Manual MSD – seção Divertículo de Meckel: “A diverticulite de Meckel também precisa ser corrigida cirurgicamente.” Essa conduta é reforçada em manuais como Sabiston e UpToDate, que recomendam ressecção segmentar em diverticulite com acometimento ileal adjacente.

Resumo final: A alternativa B garante excelência terapêutica e segurança ao paciente, conforme as melhores evidências disponíveis.

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Comentários

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A resposta correta é a alternativa B - ressecção segmentar do íleo, incluindo a lesão. A diverticulite de Meckel é uma inflamação do divertículo de Meckel, uma protrusão do tecido intestinal que se forma durante o desenvolvimento fetal. O tratamento padrão é a ressecção cirúrgica do divertículo, juntamente com o segmento intestinal afetado, pois isso previne a recorrência da diverticulite e evita complicações futuras, como perfuração e peritonite. A ileotiflectomia (alternativa A) envolve a remoção de todo o íleo e cólon ascendente e, portanto, é um tratamento mais agressivo do que o necessário nesse caso. A apendicectomia profilática (alternativa C) não é apropriada porque o apêndice não é o problema. A antibioticoterapia isolada (alternativa D) não é suficiente para tratar a diverticulite de Meckel. A marsupialização do divertículo (alternativa E) não é a melhor conduta, pois a ressecção do divertículo é necessária para evitar complicações futuras.

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