Homem de 52 anos, portador de insuficiência renal crônica (c...

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Q3366716 Medicina
Homem de 52 anos, portador de insuficiência renal crônica (clearence de creatinina 32 mL/min), é diagnosticado com embolia pulmonar e inicia dose terapêutica de enoxaparina. Oito dias após o início do tratamento, apresenta um ataque isquêmico transitório. Laboratorialmente apresenta uma queda na contagem de plaquetas de 300 × 109 /L há 1 semana para 51 × 109 /L. O ensaio imunoenzimático para anticorpos anti-PF4/heparina é positivo, e o diagnóstico de trombocitopenia induzida pela heparina (TIH) é confirmado com um ensaio de liberação de serotonina. A enoxaparina é imediatamente interrompida.

Qual o agente anticoagulante alternativo mais apropriado nesse caso?
Alternativas

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Tema central: A questão aborda o manejo da trombocitopenia induzida por heparina (TIH), uma complicação imunomediada caracterizada por queda abrupta de plaquetas (geralmente ≥50%) seguida de aumento do risco trombótico, pós-início de heparina ou heparina de baixo peso molecular (como enoxaparina).

Justificativa para a alternativa correta (B – Apixabana):
No contexto da TIH, a conduta fundamental é suspender imediatamente a heparina e iniciar um anticoagulante não associado ao fator desencadeante imune. Segundo o “Protocolo Gerenciado de Tromboprofilaxia Venosa em Pacientes Clínicos e Cirúrgicos – HCor”:

“O tratamento consiste na suspensão ou troca da heparina por outro anticoagulante compatível (Fondaparinux [medicamento de primeira escolha] ou outros: Dabigatrana, Apixabana e Rivaroxabana).”

A apixabana é um DOAC (anticoagulante oral direto, inibidor do fator Xa) que não interage com os anticorpos anti-PF4/heparina, sendo indicada nas diretrizes recentes (UpToDate, HCor, Harrison’s), especialmente para cenários de tratamento ambulatorial e pacientes estáveis, como o apresentado.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Bivalirudina: É opção eficaz (inibidor direto da trombina), mas uso restrito ao ambiente hospitalar (via IV contínua) e demanda monitorização intensa, menos prático que DOACs para este perfil.
  • C) Varfarina: Contraindicada no início do tratamento da TIH pois, com plaquetas baixas, aumenta o risco de necrose cutânea e eventos trombóticos (Harrison’s Principles of Internal Medicine, 21ª Ed.).
  • D) Prasugrel: É antiagregante plaquetário (inibidor do receptor P2Y12), não anticoagulante, não controla a coagulopatia da TIH.
  • E) Idarucizumabe: Trata-se de antídoto para dabigatrana, não tem função anticoagulante.

Pontos-chave e pegadinhas: Atenção à diferença entre anticoagulantes (usados na TIH) e antiagregantes (utilizados em SCA); lembrar do risco de usar varfarina na vigência de plaquetopenia. O caso clínico é típico de TIH (queda ≥50% de plaquetas, evento trombótico novo, teste positivo).

Resumo para concursos: Identificou-se TIH, suspenda imediatamente heparina e inicie DOAC (ex: apixabana).

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Anticoagulação alternativa

Pacientes que necessitam de anticoagulação devem ter a heparina substituída imediatamente. As principais opções incluem:

  • Argatrobana (inibidor direto da trombina – IDT)
  • Eficaz e amplamente utilizada no tratamento da trombocitopenia induzida pela heparina com trombose (TTIH).
  • Bivalirudina (IDT) e fondaparinux (pentassacarídeo ligado à antitrombina)
  • Eficazes, porém ainda não aprovados pelo FDA especificamente para TIH.
  • Danaparoide, uma mistura de glicosaminoglicanos com atividade anti-Xa
  • Usado frequentemente em outros países, não comercializado nos Estados Unidos.

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