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Q3366710 Medicina
Homem, 78 anos, iniciou quadro de astenia, fraqueza, tontura, palidez e inapetência. Hemograma evidenciou Hb: 5,6 VCM: 114 HCM: 33 RDW: 24 leucograma e plaquetas normais, ácido úrico 8,0 e demais exames, para investigação de causas secundárias de anemia, normais. Endoscopia sem sinais de sangramento ativo. Ultrassonografia de abdome com baço e fígado normais; função tireoidiana e hepática normal. Aspirado de medula óssea evidenciando hipercelularidade para idade e alterações displásicas em mais de 10% da série eritrocítica, granulocítica e megacariocítica. Biópsia de medula óssea compatível com alterações displásicas. O cariótipo mostrou deleção 5q, necessitando suporte transfusional a cada 15 dias.
A abordagem terapêutica mais adequada para esse paciente é:
Alternativas

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Tema central: Síndrome Mielodisplásica (SMD) com deleção 5q é uma doença hematológica crônica, comum em idosos, caracterizada por alterações displásicas nas três linhagens medulares, citopenias e risco de evolução para Leucemia Mieloide Aguda (LMA). O diagnóstico, como exemplificado, baseia-se em clínica de anemia refratária, macrocítica (VCM alto), displasia evidente à medulograma/biópsia e cariótipo com deleção 5q.

Justificativa da alternativa correta (D – Lenalidomida):

A lenalidomida atua por ação imunomoduladora e efeito seletivo sobre clones anômalos com deleção do 5q, levando à melhora significativa da anemia e alta taxa de independência transfusional nesses pacientes. Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde: “Em pacientes com SMD de baixo risco com deleção de 5q, o uso de lenalidomida apresentou resultados significativos na melhora da resposta hematológica eritroide, na sobrevida global e na progressão para LMA”.

Estudos robustos em base PubMed reforçam que lenalidomida induz remissão citogenética e mantém a qualidade de vida, sendo considerada a terapia de primeira escolha para esse grupo (Fenaux et al., 2011).

Análise das alternativas incorretas:

A) Azacitidina: indicada para SMD de risco mais elevado ou quadros com múltiplas alterações cromossômicas, não para SMD baixo risco com del(5q).

B) Decitabina: é um hipometilante, reservado para SMD de alto risco, ausência de resposta à lenalidomida, ou evolução para LMA. Isoladamente, não é padrão para del(5q).

C) Azacitidina + Venetoclax: combinações deste tipo são voltadas ao tratamento da LMA ou SMD refratária e alto risco, não se justificando para o perfil descrito.

E) Decitabina + Lenalidomida: não existe recomendação de associação destes fármacos em primeira linha em SMD del(5q). O tratamento isolado com lenalidomida (monoterapia) é o padrão ouro segundo protocolos oficiais.

Estratégia na interpretação: Atenção a palavras-chave como del(5q) e baixa complexidade citogenética; associar necessidade transfusional recorrente a indicação formal de lenalidomida.

Resumo prático: Questões como esta cobram conhecimento de protocolos (PCDT), diferenciação entre opções terapêuticas e clínica-hemo molecular. Foco em identificar situação clínica (SMD del 5q com baixa complexidade) e ativar o alerta para LENALIDOMIDA como resposta padrão.

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