O Instituto-Geral de Perícias (IGP) está atuando
com uma força-tarefa para a identificação de vítimas
da chuva e enchentes que atingiram o Rio Grande do
Sul.
O trabalho faz parte de um protocolo internacional
que orienta as ações para casos de acidentes ou
eventos climáticos com grande número de vítimas.
Dos 22 corpos que chegaram ao Departamento
Médico Legal (DML) de Porto Alegre na tarde de
quarta-feira (6), 18 já foram identificados pelas
impressões digitais. [...]
A decisão de centralizar o trabalho no DML da
Capital foi justamente para uso da estrutura e da
equipe multidisciplinar especializada em ações desse
tipo, o que permite maior rapidez nas identificações.
O grupo é composto por papiloscopistas, médicos
legistas, peritos criminais, psiquiatras, técnicos em
perícias, fotógrafos criminalísticos e assistentes
sociais, entre outros profissionais. No prédio em que
fica o DML, na Avenida Ipiranga, bairro Azenha, há
salas destinadas ao atendimento psicossocial dos
familiares.
Como muitas famílias perderam as casas ou todos
os documentos, um sistema de identificação para
estas pessoas também está em funcionamento. Para
liberar um corpo de uma vítima, um familiar precisa se
apresentar com identificação obrigatória. Se a pessoa
está sem documentos, o IGP faz biometria na hora e
já emite nova carteira de identidade. Também há
trabalho integrado com cartórios para o registro do
óbito.
— Temos todo suporte às famílias. Quem chega
aqui recebe todas as orientações, inclusive, sobre o
cartório em que deve ir, onde haverá atendimento em
guichê específico. Também estamos em contato com
a Defesa Civil em função das dificuldades das
pessoas em virem até aqui. Elas poderão ser trazidas
ou vamos organizar para fazer a liberação dos corpos
em cidades mais próximas — explica a diretora-geral
do IGP, a perita criminal Marguet Mittmann. [...]
Sobre a identificação das vítimas, Marguet destaca
que é feita a partir de três etapas. A mais rápida é
pelas impressões digitais. Se a pessoa tem carteira
de identidade feita no Estado, a impressão consta no
banco de dados. O sistema faz uma comparação
inicial, e a identificação é finalizada a partir de análise
técnica de um papiloscopista.
Das 22 vítimas, 18 tiveram impressões digitais
localizadas no banco de dados. Para quem não tem,
a etapa seguinte é o processo de odontologia
forense. Nesse caso, familiares teriam de apresentar
documentos de atendimentos odontológicos do
falecido, o que também não é simples diante da
tragédia que destruiu e arrastou casas, deixando
famílias sem pertences. Então, por último, é o
processo de DNA, em que o familiar precisa ceder
uma amostra de saliva para que o exame
comparativo seja feito.
De qualquer forma, explica Marguet, para uma
margem de segurança do processo de identificação e
até para garantir material genético para eventuais
exames que sejam necessários no futuro, todos os
familiares, mesmo os das vítimas identificadas por
impressões digitais, têm material coletado para
lançamento no banco de dados genéticos do IGP.
— Estamos trabalhando com todos os esforços e
essas famílias não vão ficar desassistidas. Não
haverá revitimização — garantiu a diretora-geral do
IGP.
Adaptado de:
https://gauchazh.clicrbs.com.br/geral/noticia/2023/09/instituto-geralde-pericias-usa-protocolo-internacional-para-identificacao-devitimas-das-enchentes-no-rs-e-para-apoio-a-familiaresclm9ctldi001q015g62hda5yo.html. Acesso em: 10 maio 2024.
De acordo com a leitura do texto, é correto afirmar
que
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