São critérios para diagnóstico de cetoacidose diabética grav...

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Q2068410 Medicina
São critérios para diagnóstico de cetoacidose diabética grave:
  I. pH arterial < 7.  II. Bicarbonato sérico 13 mEq/L. III. Glicemia superior a 220 mg/dL. IV. Ânion gap 8 mEq/L.
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Tema central: Cetoacidose diabética (CAD) grave é uma emergência metabólica caracterizada por acidose metabólica, hiperglicemia e cetonemia, sendo essencial reconhecer critérios laboratoriais que definem sua gravidade para conduta adequada.

Justificativa da alternativa correta (A)
A alternativa correta é Apenas I. O pH arterial < 7,0 indica acidose metabólica grave (critério clássico de gravidade), conforme os principais protocolos e manuais. Segundo o Protocolo do Hospital das Clínicas-UFMG: “Grave: pH < 7,1 e/ou HCO₃ < 5 mmol/l”. A acidose intensa é o marcador mais confiável da gravidade, refletindo descompensação metabólica crítica.

Análise das alternativas incorretas:

II. Bicarbonato sérico 13 mEq/L — Esse valor indica acidose moderada, não grave. Os critérios de gravidade, conforme o Manual de Urgências Endocrinológicas (Ministério da Saúde, p. 54), consideram bicarbonato < 5 mEq/L como grave.

III. Glicemia > 220 mg/dL — Embora hiperglicemia seja necessária para o diagnóstico de CAD (> 200–250 mg/dL), a gravidade não depende desse valor, porque a CAD pode ocorrer, inclusive, com glicemias mais baixas (CAD euglicêmica).

IV. Ânion gap 8 mEq/L — O valor normal de ânion gap varia de 7 a 9 mEq/L. Na CAD espera-se ânion gap elevado (> 10–12 mEq/L), indicando acúmulo de corpos cetônicos e outros ânions não mensuráveis.

Resumo dos critérios laboratoriais de gravidade:

  • pH arterial: Leve (7,25–7,30), Moderada (7,00–7,24), Grave (< 7,00)
  • Bicarbonato: Grave (< 5 mEq/L)
  • Glicemia: Critério diagnóstico (> 200–250 mg/dL), mas não define gravidade
  • Ânion gap: Elevado (> 10–12 mEq/L) em todas as formas de CAD

Estratégias de prova: Atenção a detalhes dos valores laboratoriais: a gravidade da CAD é definida pelo grau de acidose, não só pelos níveis de glicemia ou ânion gap normal. Pegadinhas são comuns em provas ao misturarem critérios diagnósticos gerais e de gravidade.

Base bibliográfica: Protocolos do HC-UFMG, Manual de Urgências Endocrinológicas/MS e consenso ADA/Endocrine Society fortificam esses critérios. No Harrison’s Principles of Internal Medicine (“Diabetes mellitus”, edição 21, Capítulo 417), encontra-se a mesma classificação de gravidade por pH e bicarbonato.

Conclusão: Concorde com a alternativa A, pois somente o pH < 7,0 se enquadra entre os critérios de gravidade para CAD. Revise frequentemente os valores de corte para cada parâmetro laboratorial!

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A resposta correta é a alternativa A - Apenas I. A cetoacidose diabética é uma complicação aguda do diabetes mellitus. Os critérios diagnósticos incluem: pH arterial < 7,3; bicarbonato sérico < 15 mEq/L; glicemia superior a 250 mg/dL e Ânion gap elevado. No entanto, na questão em questão, a alternativa III cita uma glicemia superior a 220 mg/dL, o que está incorreto em relação aos critérios diagnósticos. Portanto, somente o critério I está correto. É importante que o aluno esteja atento aos detalhes das questões e saiba identificar informações incorretas ou irrelevantes para chegar à resposta correta.

Critérios de gravidade da cetoacidose diabética (CAD):

De acordo com diretrizes (ADA, 2022):

  • Leve: pH arterial 7,25–7,30 / HCO₃⁻ 15–18 mEq/L
  • Moderada: pH 7,00–7,24 / HCO₃⁻ 10–15 mEq/L
  • Grave: pH < 7,00 / HCO₃⁻ < 10 mEq/L
  • Além disso, o ânion gap deve estar aumentado (>10–12 mEq/L) e a glicemia geralmente >250 mg/dL

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