Paciente, 73 anos de idade, vítima de colisão carro contra ...
A respeito desse caso clínico e dos múltiplos aspectos a ele relacionados, julgue o item subsequente.
As fraturas de odontoide do tipo II da classificação de Anderson e D’Alonzo são mais estáveis que as fraturas do tipo III, e o tratamento pode ser feito de forma conservadora ou cirúrgica.
Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda fratura do processo odontoide (cervical), usando a classificação de Anderson e D’Alonzo para discutir estabilidade e condutas. Esse é um tema muito frequente em provas e requer conhecimento de anatomia, trauma e protocolos.
Fundamentação da alternativa correta:
A alternativa correta é E (errado). Segundo a classificação de Anderson e D’Alonzo:
- Tipo I: Fratura da ponta do odontoide. Geralmente é estável e rara.
- Tipo II: Fratura na base do odontoide, local de pior vascularização. É tipicamente instável e tem alto risco de pseudoartrose. O tratamento conservador frequentemente falha. Indica-se tratamento cirúrgico precoce em boa parte dos casos.
- Tipo III: A fratura irriga o corpo do áxis (C2), portanto mais estável e com maior possibilidade de consolidação óssea ao tratamento conservador.
Portanto, a afirmação de que o tipo II é mais estável que o tipo III está incorreta. É exatamente o inverso: o tipo III é mais estável do que o tipo II.
Referência importante:
Segundo o "Projeto Diretrizes" da Associação Médica Brasileira (AMB):
"As fraturas do tipo II, pela sua localização, apresentam alta taxa de pseudoartrose quando tratadas conservadoramente, enquanto as fraturas do tipo III, envolvendo maior área esponjosa, têm taxa de consolidação óssea elevada."
Análise crítica da alternativa incorreta:
A alternativa “C (certo)” está errada porque inverte as características de estabilidade das fraturas. Lembre-se: instabilidade = risco de complicação = maior indicação cirúrgica.
Dica de prova:
Fique atento a termos absolutos ou comparativos (“mais estável”, “menos comum”), pois costumam gerar pegadinhas em questões. Analise sempre o contexto clínico (idade, mecanismo, exames, local da fratura) e relacione com as recomendações.
Resumo estratégico: Memorize que fraturas do tipo II são instáveis e frequentemente precisam de cirurgia, enquanto fraturas do tipo III, por serem mais estáveis, permitem tratamento conservador na maioria dos casos.
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