Paciente, 73 anos de idade, vítima de colisão carro contra ...

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Q3105731 Medicina
Paciente, 73 anos de idade, vítima de colisão carro contra carro, com trauma em coluna cervical refere mecanismo de flexo-extensão exagerado. Após a realização dos exames de imagem, foi verificada uma fratura de processo odontoide tipo II de Anderson e D’Alonzo.

A respeito desse caso clínico e dos múltiplos aspectos a ele relacionados, julgue o item subsequente. 

Os fatores de risco para pseudoartrose são desvio inicial maior do que 4 a 6 mm, angulação maior do que 10 graus e retardo no diagnóstico. 
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Tema central: Fraturas do processo odontoide tipo II (Anderson e D’Alonzo), com foco nos fatores de risco para pseudoartrose — condição de não consolidação óssea comum na população idosa, especialmente após trauma cervical com mecanismo de flexo-extensão.

Comentário: A alternativa CERTO está correta. Os fatores citados no item — desvio inicial maior do que 4 a 6 mm, angulação maior do que 10 graus e retardo no diagnóstico — são efetivamente apontados na literatura e em diretrizes nacionais como indicativos de alto risco para pseudoartrose em fraturas do odontoide tipo II.

Explicando os conceitos essenciais: A fratura tipo II ocorre na base do processo odontoide, região com vascularização limitada, predispondo a dificuldades de consolidação óssea (pseudoartrose). O desvio inicial expressivo entre os fragmentos (maior que 4–6 mm) e angulação relevante (>10°) dificultam o contato ósseo adequado, prejudicando a formação do calo ósseo. O retardo no diagnóstico permite micro-movimentos repetitivos, interferindo ainda mais na cicatrização.

Justificativa legal e científica: Segundo o Projeto Diretrizes AMB/SBOT em “Lesões Traumáticas da Coluna Cervical”: “as falhas no tratamento conservador são mais frequentes em pacientes mais velhos, com desvio posterior da fratura, afastamento entre fragmentos maior que 6 mm (...), tempo para o diagnóstico correto (...), relacionados com altas taxas de pseudoartrose.” Essas condições também são ratificadas por artigos científicos de referência, como revisão publicada pela revista “Coluna/Columna”.

Estrategicamente para prova: Atenção às palavras-chave numéricas e clínicas. Provas costumam cobrar valores de corte (ex: “4–6 mm”, “10 graus”). Desconfie de afirmações vagas ou de alternativas que não descrevam os fatores de maneira quantitativa — são detalhes cobrados pelo perfil de concursos de nível superior.

Resumo prático: Desvio >4–6 mm, angulação >10° e diagnóstico tardio = alto risco de pseudoartrose. Sempre revise esses pontos ao deparar-se com fraturas do odontoide em questões clínicas.

Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo