Paciente, 73 anos de idade, vítima de colisão carro contra ...
A respeito desse caso clínico e dos múltiplos aspectos a ele relacionados, julgue o item subsequente.
Os fatores de risco para pseudoartrose são desvio inicial maior do que 4 a 6 mm, angulação maior do que 10 graus e retardo no diagnóstico.
Gabarito comentado
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Tema central: Fraturas do processo odontoide tipo II (Anderson e D’Alonzo), com foco nos fatores de risco para pseudoartrose — condição de não consolidação óssea comum na população idosa, especialmente após trauma cervical com mecanismo de flexo-extensão.
Comentário: A alternativa CERTO está correta. Os fatores citados no item — desvio inicial maior do que 4 a 6 mm, angulação maior do que 10 graus e retardo no diagnóstico — são efetivamente apontados na literatura e em diretrizes nacionais como indicativos de alto risco para pseudoartrose em fraturas do odontoide tipo II.
Explicando os conceitos essenciais: A fratura tipo II ocorre na base do processo odontoide, região com vascularização limitada, predispondo a dificuldades de consolidação óssea (pseudoartrose). O desvio inicial expressivo entre os fragmentos (maior que 4–6 mm) e angulação relevante (>10°) dificultam o contato ósseo adequado, prejudicando a formação do calo ósseo. O retardo no diagnóstico permite micro-movimentos repetitivos, interferindo ainda mais na cicatrização.
Justificativa legal e científica: Segundo o Projeto Diretrizes AMB/SBOT em “Lesões Traumáticas da Coluna Cervical”: “as falhas no tratamento conservador são mais frequentes em pacientes mais velhos, com desvio posterior da fratura, afastamento entre fragmentos maior que 6 mm (...), tempo para o diagnóstico correto (...), relacionados com altas taxas de pseudoartrose.” Essas condições também são ratificadas por artigos científicos de referência, como revisão publicada pela revista “Coluna/Columna”.
Estrategicamente para prova: Atenção às palavras-chave numéricas e clínicas. Provas costumam cobrar valores de corte (ex: “4–6 mm”, “10 graus”). Desconfie de afirmações vagas ou de alternativas que não descrevam os fatores de maneira quantitativa — são detalhes cobrados pelo perfil de concursos de nível superior.
Resumo prático: Desvio >4–6 mm, angulação >10° e diagnóstico tardio = alto risco de pseudoartrose. Sempre revise esses pontos ao deparar-se com fraturas do odontoide em questões clínicas.
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