O tromboembolismo pulmonar (TEP) é uma das causas mais freq...

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Q3913382 Medicina
O tromboembolismo pulmonar (TEP) é uma das causas mais frequentes de insuficiência respiratória de início agudo na prática clínica e está relacionado de maneira fisiopatológica com complicações crônicas pós-evento, incluindo hipertensão pulmonar tromboembólica crônica (CTEPH/HPTEC). Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)Teste ergométrico e ecocardiografia de esforço são métodos primeiramente indicados para diagnóstico inicial de TEP agudo em paciente com dispneia súbita.

(__)Anticoagulação não reduz risco de HPTEC após TEP e por isso não tem impacto prognóstico no desfecho de hipertensão pulmonar crônica pós-embolia.

(__)Na abordagem diagnóstica inicial da HAP, cintilografia de ventilação/perfusão não tem papel, pois RM e TC são superiores para detecção de microdefeitos de perfusão.

(__)HPTEC (CTEPH) é definida por HAP sustentada após pelo menos 3 meses de anticoagulação efetiva após TEP, e é potencialmente curável com endarterectomia pulmonar em casos selecionados.


Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: A questão se resolve pela abordagem consolidada do TEP agudo e da HPTEC: teste ergométrico e ecocardiografia de esforço não são exames iniciais para TEP agudo, a anticoagulação é parte central do manejo pós-TEP, a cintilografia V/Q mantém papel fundamental na triagem de HPTEC e a HPTEC é definida por persistência após pelo menos 3 meses de anticoagulação efetiva, com possibilidade de endarterectomia pulmonar em casos selecionados. Isso conduz à sequência F, F, F, V.

Tema central: TEP e HPTEC
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque marca o primeiro item como verdadeiro e o quarto como falso. O primeiro é falso: teste ergométrico e ecocardiografia de esforço não fazem parte da abordagem diagnóstica inicial do TEP agudo com dispneia súbita; usar exames de esforço nesse cenário contraria a lógica diagnóstica do evento embólico agudo. O quarto é verdadeiro: a definição de HPTEC exige persistência após pelo menos 3 meses de anticoagulação efetiva, e a endarterectomia pulmonar pode ser potencialmente curativa em casos selecionados.
B
Errada
Está errada porque transforma em verdadeiros os três primeiros itens, que contradizem pontos consolidados. O primeiro é falso porque exames de esforço não são exames iniciais para TEP agudo. O segundo é falso porque a anticoagulação é tratamento central do TEP, reduz recorrência embólica e tem relevância prognóstica no contexto pós-TEP; a assertiva usa uma negação absoluta incompatível com esse papel. O terceiro é falso porque a cintilografia V/Q não perdeu o papel na triagem de HPTEC; ao contrário, mantém papel fundamental, e exame normal praticamente afasta essa etiologia.
C
Errada
Está errada porque considera verdadeiro o terceiro item. Mesmo com a sigla HAP no enunciado, o contexto global da questão é HPTEC/CTEPH, e nessa investigação a cintilografia de ventilação/perfusão mantém papel central de triagem. Portanto, é falso afirmar que ela não tem papel por suposta superioridade geral de TC ou RM para microdefeitos de perfusão.
D
Certa
A alternativa D é a correta porque é a única que acompanha os quatro critérios médicos decisivos da questão. O primeiro item é falso, já que teste ergométrico e ecocardiografia de esforço não são exames inicialmente indicados na suspeita de TEP agudo com dispneia súbita; a investigação inicial se apoia em probabilidade clínica, D-dímero quando aplicável e imagem apropriada. O segundo item é falso porque a anticoagulação é base terapêutica do TEP, reduz recorrência tromboembólica e integra o manejo que antecede a própria definição de HPTEC, tornando incorreta a afirmação absoluta de que não tem impacto prognóstico. O terceiro item é falso porque a cintilografia de ventilação/perfusão continua central na investigação de hipertensão pulmonar quando se quer detectar ou excluir HPTEC. O quarto item é verdadeiro porque HPTEC corresponde à persistência de hipertensão pulmonar tromboembólica crônica após pelo menos 3 meses de anticoagulação efetiva, e a endarterectomia pulmonar pode ser potencialmente curativa em casos operáveis.
Pegadinha da questão
A banca mistura TEP agudo, hipertensão pulmonar e HPTEC, especialmente no terceiro item com a sigla HAP, para induzir o erro de achar que métodos mais modernos substituíram a cintilografia V/Q e de deslocar para exames de esforço a investigação de dispneia súbita.
Dica para questões semelhantes
  • Na suspeita de TEP agudo, descarte de imediato exames de esforço como investigação inicial; pense em probabilidade clínica, D-dímero quando cabível e imagem apropriada.
  • Afirmações absolutas contra a anticoagulação no pós-TEP tendem a estar erradas, porque ela é parte central do tratamento e da prevenção de recorrência tromboembólica.
  • Se a questão trouxer hipertensão pulmonar com foco em excluir HPTEC, a cintilografia V/Q continua sendo exame-chave de triagem.
  • Para HPTEC, procure dois marcadores conceituais: persistência após pelo menos 3 meses de anticoagulação efetiva e possibilidade de endarterectomia pulmonar em casos operáveis.

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