Para as fraturas patológicas, é um fator de risco 

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Q2382787 Medicina
Para as fraturas patológicas, é um fator de risco 
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Tema central: A questão aborda fraturas patológicas, ou seja, aquelas que surgem em ossos previamente enfraquecidos por doenças como metástases, osteoporose ou infecções. O objetivo é reconhecer o fator de risco mais diretamente associado à ocorrência dessas fraturas.

Justificativa da alternativa correta (D):
A absorção de 50 a 70% da espessura cortical original é considerada um critério objetivo e clínico de alto risco para fraturas patológicas. A cortical óssea confere a principal resistência mecânica ao osso; sua perda substancial implica em baixa capacidade de suportar cargas fisiológicas. Segundo a literatura ortopédica, especialmente textos como o Campbell’s Operative Orthopaedics e revisão em UpToDate, "lesões ósseas que provocam absorção de mais de 50% da cortical aumentam significativamente o risco de fratura patológica" – critério frequentemente utilizado na decisão de prevenção cirúrgica (profilaxia de fratura).

Análise das alternativas incorretas:

A) Metástase osteoblástica: Lesões osteoblásticas tendem a produzir tecido ósseo denso e esclerótico. Ao contrário das lesões osteolíticas (que destroem o osso), as formas osteoblásticas não são as que mais aumentam o risco de fratura.

B) Dor noturna persistente: É sinal de alarme para doença óssea, mas é um sintoma clínico, não um fator anatômico de risco direto para fratura patológica.

C) Uso de radiação e quimioterapia: Embora ambos tratamentos aumentem a fragilidade óssea a médio e longo prazo, o risco de fratura depende da magnitude da perda óssea ou do acometimento cortical, não do simples uso concomitante.

Estratégia de resolução:
Fique atento a termos quantitativos objetivos nas questões (ex: percentual de perda cortical), pois esses geralmente apontam para fatores prognósticos reconhecidos em protocolos internacionais (exemplo: Mirels Score para ossos longos).

Diretrizes e obras citadas:
Campbell’s Operative Orthopaedics, UpToDate; Mirels H. "Metastatic disease in long bones: A proposed scoring system for diagnosing impending pathologic fractures." (Clin Orthop Relat Res. 1989)

Conclusão: O conhecimento dos critérios objetivos de risco facilita a conduta preventiva e pode evitar complicações graves como fraturas em pacientes com doenças ósseas subjacentes.

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A alternativa D é a resposta correta porque, no contexto das fraturas patológicas, que são aquelas que ocorrem em ossos que já estão enfraquecidos por algum tipo de doença ou condição, a perda substancial da espessura cortical do osso é um fator de risco significativo. A cortical óssea é a camada externa dura do osso, que fornece resistência e estabilidade. Quando 50 a 70% da espessura cortical original é absorvida ou perdida, a integridade estrutural do osso é comprometida, tornando-o mais suscetível a fraturas mesmo sob tensões normais ou baixas. As outras opções, enquanto podem estar associadas a condições que predisponham a fraturas patológicas (como metástase óssea ou sintomas de uma doença subjacente), não são tão diretamente correlacionadas ao risco mecânico de fratura como a perda significativa da espessura cortical. Portanto, entender que a redução da espessura cortical aumenta o risco de fraturas é crucial, pois isso pode ajudar na identificação de pacientes que necessitam de intervenção preventiva para reduzir o risco de fraturas patológicas.

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