Para as fraturas patológicas, é um fator de risco
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Tema central: A questão aborda fraturas patológicas, ou seja, aquelas que surgem em ossos previamente enfraquecidos por doenças como metástases, osteoporose ou infecções. O objetivo é reconhecer o fator de risco mais diretamente associado à ocorrência dessas fraturas.
Justificativa da alternativa correta (D):
A absorção de 50 a 70% da espessura cortical original é considerada um critério objetivo e clínico de alto risco para fraturas patológicas. A cortical óssea confere a principal resistência mecânica ao osso; sua perda substancial implica em baixa capacidade de suportar cargas fisiológicas. Segundo a literatura ortopédica, especialmente textos como o Campbell’s Operative Orthopaedics e revisão em UpToDate, "lesões ósseas que provocam absorção de mais de 50% da cortical aumentam significativamente o risco de fratura patológica" – critério frequentemente utilizado na decisão de prevenção cirúrgica (profilaxia de fratura).
Análise das alternativas incorretas:
A) Metástase osteoblástica: Lesões osteoblásticas tendem a produzir tecido ósseo denso e esclerótico. Ao contrário das lesões osteolíticas (que destroem o osso), as formas osteoblásticas não são as que mais aumentam o risco de fratura.
B) Dor noturna persistente: É sinal de alarme para doença óssea, mas é um sintoma clínico, não um fator anatômico de risco direto para fratura patológica.
C) Uso de radiação e quimioterapia: Embora ambos tratamentos aumentem a fragilidade óssea a médio e longo prazo, o risco de fratura depende da magnitude da perda óssea ou do acometimento cortical, não do simples uso concomitante.
Estratégia de resolução:
Fique atento a termos quantitativos objetivos nas questões (ex: percentual de perda cortical), pois esses geralmente apontam para fatores prognósticos reconhecidos em protocolos internacionais (exemplo: Mirels Score para ossos longos).
Diretrizes e obras citadas:
Campbell’s Operative Orthopaedics, UpToDate; Mirels H. "Metastatic disease in long bones: A proposed scoring system for diagnosing impending pathologic fractures." (Clin Orthop Relat Res. 1989)
Conclusão: O conhecimento dos critérios objetivos de risco facilita a conduta preventiva e pode evitar complicações graves como fraturas em pacientes com doenças ósseas subjacentes.
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