No tratamento do pé torto congênito pelo método de Ponseti 

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Tema central: Tratamento do pé torto congênito (PTC) pelo método de Ponseti. A técnica corrige as deformidades em sequência planejada com manipulações semanais e gessos cruroplantares, seguida de tenotomia do calcâneo (quando necessária) e uso de órtese de abdução para prevenir recidiva. A lógica é lembrar o mnemônico C-A-V-E: Cavo → Adução → Varo → Equino, sendo o equino o último.

Alternativa correta: A — No Ponseti, o varo e a inversão do retropé são corrigidos com a abdução do pé (antepé e mediopé) ao redor da cabeça do tálus, com contraforça sobre a cabeça do tálus. Essa manobra derota o calcâneo sob o tálus, corrigindo o varo/inversão do retropé enquanto se corrige a adução. É a essência do método descrita por Ponseti e confirmada por diretrizes atuais (UpToDate; POSNA/AAOS).

Por que as demais estão incorretas?

B) O equino costuma requerer tenotomia percutânea do tendão de Aquiles em 80–90% dos casos, mas o objetivo é alcançar cerca de 10–15° de dorsiflexão acima do neutro, não 40°. Além disso, a tenotomia só é realizada após atingir abdução de ~60–70° com o calcâneo sob o tálus. A meta de 40° é irreal/iatrogênica. (Ponseti; UpToDate)

C) A adução é corrigida precocemente, mas o equino não; ele é corrigido por último. A primeira deformidade a ser abordada é o cavo, depois adução/varo via abdução, e só então o equino com ou sem tenotomia. Afirmar que adução e equino são as primeiras contraria a sequência C-A-V-E.

D) O cavo decorre de flexão plantar do primeiro raio; corrige-se por supinação do antepé para alinhá-lo ao retropé (elevar o 1º raio) antes de iniciar a abdução. Abdução isolada não corrige o cavo e a pronação do antepé é um erro clássico, podendo piorar o cavo e criar “quebra” no mediopé. (Ponseti; AAOS OrthoInfo)

Dicas de prova e prática:

  • Lembre: C-A-V-E e “equino por último”.
  • Contrapressão na cabeça do tálus, nunca no calcâneo/cuboide.
  • Órtese de abdução: pé afetado ~70° de abdução (23 h/dia por 3 meses, depois noites até 4–5 anos) para prevenir recidiva.

Referências rápidas: Ponseti IV. Congenital Clubfoot; UpToDate – Management of congenital clubfoot; AAOS/POSNA recomendações; materiais da SBOT/OTEP.

Gabarito: A

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O método de Ponseti é uma técnica amplamente reconhecida e eficaz no tratamento do pé torto congênito, também conhecido como talipes equinovarus. A resposta correta é a alternativa A, que afirma que "o varo e a inversão do retropé são corrigidos a partir da abdução do antepé". Este método envolve manipulações cuidadosas e a aplicação de gessos seriados para corrigir gradativamente as deformidades do pé torto. O primeiro passo geralmente é corrigir a deformidade do varo e a inversão (ou supinação) do retropé. Isto é conseguido manipulando o antepé em abdução, enquanto o calcanhar é mantido em alinhamento com a tíbia. Durante este processo, também se trata qualquer cavo associado, aplicando simultaneamente pressão na cabeça do talo para realinhar o retropé. Após a correção dessas deformidades, atendendo às necessidades individuais do paciente, o equino (posição plantarflexa do pé) é corrigido, frequentemente requerendo uma tenotomia do tendão de Aquiles (não com o objetivo de atingir 40 graus de flexão dorsal, como afirmado incorretamente na alternativa B), para permitir a dorsiflexão adequada do pé. As alternativas C e D têm informações incorretas sobre a ordem e técnica de correção das deformidades ou os objetivos específicos do tratamento.

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