Na fratura da coluna cervical, é sinal de instabilidade a
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Tema central: instabilidade na fratura da coluna cervical. Em trauma cervical, “instabilidade” significa risco de perda de alinhamento sob carga normal, com potencial lesão neurológica. Critérios clássicos (White & Panjabi) e diretrizes (ATLS, AO Spine, UpToDate) utilizam medidas radiográficas e sinais de lesão ligamentar para definir instabilidade.
Alternativa correta: C – rotação entre as facetas articulares no perfil. A rotação/malalinhamento facetário no perfil indica lesão capsuloligamentar posterior e padrão de instabilidade rotacional, típico de subluxação/disjunção facetária (perched/locked facets). Esses achados refletem ruptura do complexo ligamentar posterior e falha em pelo menos duas colunas, caracterizando instabilidade. Na prática, no RX lateral/TC observa-se desalinhamento das facetas, perda das linhas de George, rotação ou “empoleiramento” facetário. Referências: White & Panjabi; AO Spine; UpToDate.
Por que as demais estão incorretas?
A – angulação entre corpos < 11°. O limiar de instabilidade segmentar cervical é > 11° de angulação entre corpos adjacentes (comparada ao nível acima/abaixo). < 11° não define instabilidade. Pegadinha: a banca usou “menor que” para induzir erro. Fonte: White & Panjabi; ATLS.
B – translação < 3,5 mm. Outro critério clássico: translação anterior ou posterior > 3,5 mm entre corpos vertebrais indica instabilidade. Logo, < 3,5 mm não caracteriza instabilidade. Pegadinha semelhante à alternativa A. Fontes: White & Panjabi; UpToDate.
D – fratura do processo espinhoso. A fratura isolada do processo espinhoso (ex.: Clay-shoveler’s, C6–T1, sobretudo C7) é tipicamente estável, pois não compromete as colunas anterior e média nem o alinhamento vertebral. Instabilidade só seria considerada se houvesse lesões associadas (ex.: fraturas-luxações, lesão ligamentar extensa). Referências: AO Spine; UpToDate.
Estratégia para a prova: no RX/TC do segmento cervical, avalie: 1) alinhamento das linhas anterior, posterior e espinolaminar; 2) medidas de translação (>3,5 mm) e angulação (>11°); 3) facetas: rotação, empoleiramento ou travamento; 4) sinais ligamentares: alargamento interespinhoso, retrolistese/antilistese anormais. Em trauma, manter imobilização cervical até exclusão de lesão instável; TC é o exame de escolha e RM avalia ligamentos/medula quando necessário (ATLS, AO Spine).
Referências rápidas: White AA, Panjabi MM. Clinical Biomechanics of the Spine; ATLS; AO Spine guidelines; UpToDate – Evaluation and management of cervical spine trauma.
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