Na fratura da coluna cervical, é sinal de instabilidade a 

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Q2382780 Medicina
Na fratura da coluna cervical, é sinal de instabilidade a 
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Tema central: instabilidade na fratura da coluna cervical. Em trauma cervical, “instabilidade” significa risco de perda de alinhamento sob carga normal, com potencial lesão neurológica. Critérios clássicos (White & Panjabi) e diretrizes (ATLS, AO Spine, UpToDate) utilizam medidas radiográficas e sinais de lesão ligamentar para definir instabilidade.

Alternativa correta: C – rotação entre as facetas articulares no perfil. A rotação/malalinhamento facetário no perfil indica lesão capsuloligamentar posterior e padrão de instabilidade rotacional, típico de subluxação/disjunção facetária (perched/locked facets). Esses achados refletem ruptura do complexo ligamentar posterior e falha em pelo menos duas colunas, caracterizando instabilidade. Na prática, no RX lateral/TC observa-se desalinhamento das facetas, perda das linhas de George, rotação ou “empoleiramento” facetário. Referências: White & Panjabi; AO Spine; UpToDate.

Por que as demais estão incorretas?

A – angulação entre corpos < 11°. O limiar de instabilidade segmentar cervical é > 11° de angulação entre corpos adjacentes (comparada ao nível acima/abaixo). < 11° não define instabilidade. Pegadinha: a banca usou “menor que” para induzir erro. Fonte: White & Panjabi; ATLS.

B – translação < 3,5 mm. Outro critério clássico: translação anterior ou posterior > 3,5 mm entre corpos vertebrais indica instabilidade. Logo, < 3,5 mm não caracteriza instabilidade. Pegadinha semelhante à alternativa A. Fontes: White & Panjabi; UpToDate.

D – fratura do processo espinhoso. A fratura isolada do processo espinhoso (ex.: Clay-shoveler’s, C6–T1, sobretudo C7) é tipicamente estável, pois não compromete as colunas anterior e média nem o alinhamento vertebral. Instabilidade só seria considerada se houvesse lesões associadas (ex.: fraturas-luxações, lesão ligamentar extensa). Referências: AO Spine; UpToDate.

Estratégia para a prova: no RX/TC do segmento cervical, avalie: 1) alinhamento das linhas anterior, posterior e espinolaminar; 2) medidas de translação (>3,5 mm) e angulação (>11°); 3) facetas: rotação, empoleiramento ou travamento; 4) sinais ligamentares: alargamento interespinhoso, retrolistese/antilistese anormais. Em trauma, manter imobilização cervical até exclusão de lesão instável; TC é o exame de escolha e RM avalia ligamentos/medula quando necessário (ATLS, AO Spine).

Referências rápidas: White AA, Panjabi MM. Clinical Biomechanics of the Spine; ATLS; AO Spine guidelines; UpToDate – Evaluation and management of cervical spine trauma.

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A questão aborda os critérios de instabilidade em fraturas da coluna cervical. Quando se trata de lesões na coluna, a estabilidade é crucial para determinar o manejo do paciente e prevenir lesões medulares ou nervosas. A resposta correta é a alternativa C, "rotação entre as facetas articulares no perfil". A estabilidade da coluna cervical é assegurada pela integridade das estruturas ósseas e ligamentares, e qualquer desalinhamento pode indicar ruptura dessas estruturas. A rotação anormal entre as facetas articulares sugere que houve lesão ligamentar significativa, o que compromete a estabilidade da coluna nessa região, podendo levar a uma subluxação ou luxação, aumentando o risco de danos neurológicos. As outras alternativas apresentam critérios que, embora possam estar presentes em fraturas, não são por si só indicativos claros de instabilidade. Angulações menores que 11º (A) e translações vertebrais menores que 3,5 mm (B) podem ocorrer em fraturas estáveis e, portanto, não determinam instabilidade de forma isolada. A fratura do processo espinhoso (D), por outro lado, pode ser uma fratura isolada sem comprometimento da estabilidade. Portanto, a presença de rotação entre as facetas articulares é um indicativo mais específico e sensível de instabilidade na coluna cervical.

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