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Q3105700 Medicina
Quanto às infecções osteoarticulares na população pediátrica, julgue o item subsecutivo. 

Os achados típicos da osteomielite na ressonância magnética são hipossinal medular nas imagens ponderadas em T1 e hiperssinal nas ponderadas em T2.  
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Tema central: infecções osteoarticulares na infância, com foco nos achados de ressonância magnética (RM) na osteomielite. Em pediatria, a RM é o exame mais sensível nas fases iniciais para detectar edema medular e complicações como abscesso subperiosteal.

Gabarito: C (certo)

Por que está certo? Na osteomielite aguda, o processo inflamatório substitui a gordura medular por edema e exsudato. Isso gera: hipossinal em T1 (perda do sinal da gordura) e hiperssinal em T2/STIR (água/edema). Após contraste, há realce medular e periosteal, e, se houver abscesso, realce periférico (“rim enhancement”). Em crianças, o abscesso subperiosteal é frequente pela frouxidão do periósteo e vascularização metafisária. Esses achados são descritos em diretrizes e textos de referência (PIDS/IDSA 2021 para osteomielite pediátrica; UpToDate; ACR Appropriateness Criteria – Suspected Osteomyelitis).

Estratégia para a prova: memorize o padrão clássico da RM na osteomielite aguda: T1 baixo, T2/STIR alto, e realce pós-contraste. Em pediatria, lembre do abscesso subperiosteal e do comprometimento metafisário.

Como consolidar o diagnóstico (visão prática):

  • Clínica: dor localizada, febre, claudicação/recusa em deambular (membros inferiores).
  • Laboratório: PCR e VSH elevados; hemoculturas positivas em 30–50%.
  • Imagem: radiografia inicial pode ser normal na 1ª semana; RM com contraste é o melhor exame para extensão e complicações. US pode detectar derrame/coleção subperiosteal em ossos superficiais.

Por que a alternativa E (errado) não procede? Porque nega um padrão de sinal clássico e bem estabelecido para osteomielite aguda. As exceções (p.ex., osteomielite crônica com sequestro, que pode ser hipossinal em T1 e T2; alterações pós-tratamento; reconversão de medula vermelha mimetizando edema) não invalidam a regra para o quadro agudo típico. A questão aborda o padrão típico, não as variantes.

Pegadinhas frequentes:

  • Medula vermelha reconvertida em crianças: pode ter T1 baixo, mas geralmente não mostra realce significativo nem sinais inflamatórios adjacentes.
  • Radiografia normal precoce: não exclui osteomielite; não caia nessa.
  • Sem contraste: pode perder abscessos; em prova, prefira “RM com contraste” para complicações.

Referências essenciais: PIDS/IDSA 2021 Guideline for Acute Hematogenous Osteomyelitis in Children; UpToDate (Acute hematogenous osteomyelitis in children: Clinical features and diagnosis); ACR Appropriateness Criteria – Suspected Osteomyelitis, Septic Arthritis, or Soft Tissue Infection.

Conclusão: O enunciado descreve com precisão os achados típicos na RM da osteomielite pediátrica aguda: hipossinal em T1 e hiperssinal em T2, com alto valor para o diagnóstico precoce e planejamento terapêutico.

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