A respeito da pseudoartrose congênita da tíbia, julgue o ite...

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Q3105693 Medicina
A respeito da pseudoartrose congênita da tíbia, julgue o item a seguir.

A consolidação da pseudoartrose é mais difícil de se obter no tipo II, segundo a classificação de Boyd.
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Tema central: Pseudoartrose congênita da tíbia (PCT) — deformidade rara, frequentemente associada à neurofibromatose tipo 1, caracterizada por arqueamento ântero-lateral da tíbia, fratura precoce e dificuldade marcante de consolidação devido a tecido fibro-hamartomatoso que inibe osteogênese.

Alternativa correta: C (certo)

Justificativa: Na classificação de Boyd, o Tipo II corresponde ao “true atrophic pseudarthrosis”: extremidades ósseas afuniladas e esclerosadas (aspecto “ampulheta”), medular estreita e interposição de tecido fibro-hamartomatoso. Esse cenário tem biologia extremamente desfavorável e pior resposta ao tratamento, tornando a consolidação a mais difícil entre os tipos. A literatura clássica reforça esse pior prognóstico de união no Tipo II (Lovell & Winter’s Pediatric Orthopaedics; Campbell’s Operative Orthopaedics; UpToDate – Congenital pseudarthrosis of the tibia).

Raciocínio clínico essencial: Em provas, ao ler “Boyd Tipo II”, associe a pseudoartrose atrófica estabelecida com baixa capacidade osteogênica, alta taxa de nonunion e refracture, mesmo após técnicas avançadas (ressecção da lesão displásica, fixação estável com hastes/Ilizarov, enxerto ósseo e/ou fíbula vascularizada, uso de enxerto periosteal). Requer, após união, imobilização/órteses prolongadas para reduzir refraturas.

Análise da alternativa incorreta:

  • E (errado): Negaria a maior dificuldade de consolidação no Tipo II. Isso contraria as descrições de pior biologia e prognóstico funcional desse subtipo, reiteradas em textos de referência. Portanto, é conceitualmente inconsistente.

Diagnóstico (resumo útil): História de arqueamento ântero-lateral desde o nascimento, fratura espontânea ou com trauma mínimo, radiografia com estreitamento medular, esclerose e extremidades afiladas no foco (Tipo II). RM pode demonstrar o tecido fibro-hamartomatoso e extensão da displasia. Investigar associação com NF1.

Tratamento (visão de prova): Prevenção de fratura com órtese nos casos pré-fratura; nos casos estabelecidos (Tipo II), ressecção da zona displásica, estabilização rígida (haste intramedular/Ilizarov), enxertia óssea (incluindo enxerto vascularizado de fíbula) e técnicas de estimulação biológica. Alto risco de refratura exige proteção prolongada. Diretrizes e revisões (UpToDate, POSNA, Campbell) convergem nesse manejo.

Pegadinha frequente: Não confundir Boyd com Crawford. Ambas classificam a PCT, mas a banca pediu Boyd. Guarde o atalho: “Tipo II = Inviável (biologia pior)” para fixar a maior dificuldade de consolidação.

Referências essenciais: Lovell & Winter’s Pediatric Orthopaedics; Campbell’s Operative Orthopaedics; UpToDate – Congenital pseudarthrosis of the tibia; POSNA Study Guide on CPT.

Gabarito: C

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