No que se refere à displasia do desenvolvimento do quadril (...
O achado mais confiável no exame físico para o diagnóstico tardio da displasia do desenvolvimento do quadril é a limitação de abdução do quadril acometido.
Gabarito comentado
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Tema central: Displasia do Desenvolvimento do Quadril (DDQ) e sinais clínicos para diagnóstico tardio (após os primeiros meses de vida).
Gabarito: C – certo. O achado físico mais confiável para DDQ em apresentação tardia é a limitação de abdução do quadril acometido, especialmente com o quadril e joelho em flexão de 90°. Diferença lateral >20° ou abdução absoluta <60° é sugestiva. Após 3–4 meses, manobras de Ortolani/Barlow perdem sensibilidade por estabilização relativa da articulação e contraturas capsuloligamentares, tornando a abdução reduzida o sinal mais útil na prática. Referências: AAP/SBP (rastreamento da DDQ), AAOS CPG e UpToDate são concordantes.
Por que está correto? No lactente mais velho, a cabeça femoral tende a estar estável fora do acetábulo ou “encaixada” displásica; a cápsula e adutores contraem, limitando a abdução. Assim, a discrepância de abdução é o marcador clínico mais consistente nesse período.
Análise da alternativa incorreta (E – errado):
- Ortolani/Barlow: úteis no recém-nascido; após 3 meses tornam-se frequentemente negativas. Não superam a abdução na apresentação tardia.
- Sinal de Galeazzi (diferente altura dos joelhos): sugere encurtamento femoral relativo, mas é menos sensível e pode faltar em luxações bilaterais.
- Dobras cutâneas assimétricas: achado inespecífico, comum em lactentes normais; baixa acurácia isolada.
- Cliques de quadril: ruídos tendíneos/ligamentares, não indicam instabilidade; diferente do “clunk” de Ortolani.
- Tendelenburg/marcha anômala: aparecem apenas quando a criança deambula; são tardios e não superam a limitação de abdução para rastreio clínico.
Diagnóstico complementar: Até 4–6 meses: ultrassom (método de escolha). Após 4–6 meses: radiografia AP de pelve (índice acetabular aumentado, ruptura da linha de Shenton, posição lateral/superior da epífise). Diretrizes AAP/SBP/AAOS recomendam imagem diante de exame anormal (ex.: abdução reduzida) ou fatores de risco.
Conduta em linhas gerais: Até ~6 meses: órtese tipo Pavlik. 6–18 meses: redução fechada + gesso pelvipodálico. >18 meses ou falha: redução aberta com/ou osteotomias conforme necessidade.
Pegadinha de prova: Diferencie fase neonatal (Ortolani/Barlow úteis) da fase tardia (predomina limitação de abdução). “Clique” ≠ “clunk”. Compare sempre os lados e quantifique graus de abdução.
Fontes: AAP Clinical Report on DDH; Sociedade Brasileira de Pediatria (rastreamento de DDQ); AAOS Clinical Practice Guideline; UpToDate – Developmental dysplasia of the hip.
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