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Q3507719 Biomedicina - Análises Clínicas
Durante a investigação de um surto de diarreia em uma creche na cidade de São Paulo, pesquisadores identificaram, em amostras fecais, a presença de cepas de Escherichia coli enteropatogênicas (EPEC) portadoras do gene eae, por meio de reação em cadeia da polimerase (PCR). Esse gene codifica a proteína Intimina, um fator de virulência essencial para a adesão da bactéria às células intestinais do hospedeiro.

Com base na situação apresentada e considerando a classificação de biomarcadores proposta pelo Food and Drug Administration (FDA) e pelo National Institutes of Health (NIH), é correto afirmar que o gene eae, quando detectado diretamente em amostras clínicas, é corretamente classificado como biomarcador
Alternativas

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Tema central: Classificação FDA-NIH (BEST Resource) de biomarcadores aplicados à Biologia Molecular clínica. A detecção por PCR do gene eae (intimina) de E. coli enteropatogênica (EPEC) em amostra fecal, durante surto diarreico, define o “contexto de uso” como confirmação da presença do agente etiológico.

Gabarito: ABiomarcador diagnóstico.

Justificativa da correta (A): Segundo o FDA-NIH BEST, biomarcador diagnóstico é aquele que detecta ou confirma a presença de uma doença ou agente causal. Identificar diretamente o gene eae nas fezes por PCR confirma a presença de EPEC portadora de intimina, fator essencial para adesão e formação das lesões de “apego e destruição” (A/E) no intestino. Em um surto de diarreia infantil, esse achado sustenta a confirmação etiológica do quadro. Referências: FDA-NIH BEST (Biomarkers, EndpointS, and other Tools) Resource; UpToDate – Diarrheagenic E. coli; Harrison’s Principles of Internal Medicine.

Conceitos-chave de fisiopatologia: O gene eae codifica a intimina, proteína do locus LEE que media adesão íntima da EPEC ao enterócito e reorganização do citoesqueleto, gerando as lesões A/E e diarreia aquosa, especialmente em crianças.

Análise das alternativas incorretas:

B) “diagnóstico pois prevê gravidade”: prever gravidade é função de biomarcador prognóstico, não diagnóstico. O eae não estima intensidade de sintomas; indica presença do patógeno.

C) “de suscetibilidade/risco”: essa classe se aplica a fatores do hospedeiro (genética, comorbidades) que indicam predisposição antes da doença. Um gene de virulência do patógeno não indica risco individual prévio.

D) “de predição”: biomarcador preditivo antecipa resposta a uma intervenção (ex.: genes de resistência como mecA, blaCTX-M). O eae não prediz resposta terapêutica.

E) “de monitoramento”: monitoramento exige medidas seriais para acompanhar curso/tratamento (ex.: carga viral). A PCR de eae não é usada rotineiramente para seguir evolução clínica de EPEC.

Estratégia para a prova: 1) Pergunte “quem está sendo medido?” Se é o patógeno em amostra clínica, pense em diagnóstico. 2) Pergunte “para quê?” Confirmar agente = diagnóstico; estimar gravidade = prognóstico; predisposição = suscetibilidade; resposta a tratamento = preditivo; acompanhamento seriado = monitoramento. 3) Atenção à pegadinha: “prever gravidade” não é diagnóstico.

Dica clínica rápida: Em surtos pediátricos de diarreia aquosa, a PCR multiplex para diarreigênicos (EPEC: eae ± bfpA) ajuda na confirmação etiológica; manejo é principalmente suporte hídrico, conforme OMS/Ministério da Saúde.

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