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Q3105686 Medicina
Acerca do pé torto congênito, julgue o item subsequente.

Meninos são mais frequentemente acometidos que meninas, e o acometimento bilateral ocorre em aproximadamente 50% de todos os casos. 
Alternativas

Gabarito comentado

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Tema central: Pé torto congênito (PTC) idiopático é uma deformidade estrutural do pé presente ao nascimento, caracterizada pelo padrão CAVE: Cavus (arco alto), Aduto do antepé, Varo do retropé e Equino do tornozelo. O diagnóstico é clínico ao nascimento e pode ser suspeitado no pré-natal por ultrassonografia.

Gabarito: C – certo

Justificativa da alternativa correta: A assertiva está alinhada aos dados epidemiológicos clássicos: há predominância no sexo masculino (aprox. 2:1) e o acometimento bilateral ocorre em cerca de 50% dos casos. Esses números são consistentemente descritos em referências de Ortopedia Pediátrica (Lovell & Winter’s Pediatric Orthopaedics; Campbell’s; UpToDate) e por sociedades como POSNA/AAOS. Incidência global do PTC idiopático: ~1 a 2/1000 nascidos vivos.

Como chegar à resposta em prova: Quando o enunciado cobrar epidemiologia do PTC, lembre do mnemônico: “M2-B50”Masculino 2:1 e Bilateral 50%. Evite confundir com outras deformidades (ex.: metatarsus adductus), que têm curso e epidemiologia distintos.

Análise da alternativa incorreta:

  • E – errado: Seria incorreto porque contraria os dados clássicos: não há predomínio feminino e a bilateralidade não é rara; ocorre em cerca de metade dos pacientes, diferentemente de outras deformidades do pé.

Diagnóstico (resumo útil): Padrão CAVE, rigidez à correção passiva, avaliação de gravidade com escore de Pirani ou Dimeglio. USG pré-natal sugere, mas a confirmação é clínica ao nascimento. Diferenciais: metatarsus adductus (mais flexível), pé calcâneo-valgo.

Tratamento (para consolidar o tema): Método de Ponseti como padrão-ouro: gessos seriados semanais, tenotomia percutânea do Aquiles em ~80–90% dos casos e órtese de abdução por anos para evitar recidiva. Cirurgias extensas são exceção atualmente. Diretrizes e revisões (UpToDate, POSNA) reforçam iniciar precocemente.

Pegadinhas frequentes:

  • Confundir dados de PTC com metatarsus adductus (este é mais comum, flexível e frequentemente unilateral).
  • Achar que a ultrassonografia “confirma” o diagnóstico; na prática, a confirmação é clínica.

Referências rápidas: UpToDate (Clubfoot: epidemiology, clinical features, and diagnosis); Lovell & Winter’s Pediatric Orthopaedics; Campbell’s Operative Orthopaedics; POSNA Study Guide; AAOS Guidelines.

Conclusão: A afirmação é verdadeira: meninos são mais acometidos e a bilateralidade ocorre em ~50% dos casos, achados clássicos em PTC idiopático.

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