Paciente: Indivíduo com surdocegueira congênita, de ...

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Q3332665 Fonoaudiologia
Paciente: Indivíduo com surdocegueira congênita, de 10 anos, em processo de alfabetização em Braille e Língua Brasileira de Sinais (Libras). Apresenta distúrbios de articulação da fala e dificuldade na comunicação expressiva e receptiva em diferentes contextos. Queixa principal: Dificuldade na produção de sons da fala, o que impacta a compreensão de sua comunicação por parte da família e colegas. Conduta Fonoaudiológica:

I. Avaliação das habilidades sensoriais (audição e visão), motoras orofaciais, cognitivas e de linguagem.
II. Elaboração de um plano de intervenção individualizado, priorizando a comunicação multimodal (fala, gestos, sinais e recursos táteis).
III. Estimulação da produção de sons da fala, utilizando técnicas como vibração tátil e propriocepção.
IV. Orientação familiar sobre a surdocegueira e estratégias de comunicação eficazes com o indivíduo.
V. Encaminhamento para equipe multidisciplinar, incluindo psicopedagogos e fisioterapeutas, para acompanhamento global.

Considerando as características do paciente e as etapas da conduta fonoaudiológica, a sequência correta de intervenção é: 
Alternativas

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Alternativa correta: A – I, II, III, IV e V.

1. Tema central da questão

A questão trata da sequência adequada da conduta fonoaudiológica frente a um paciente com surdocegueira congênita, em contexto educacional. O objetivo é verificar se você compreende as etapas do processo terapêutico e a importância do planejamento individualizado para comunicação e inclusão.

2. Resumo teórico

Segundo as Diretrizes de Atenção à Pessoa com Deficiência Auditiva e Visual (Ministério da Saúde, 2013), a atuação do fonoaudiólogo com pessoas com surdocegueira exige avaliação sensorial e funcional, intervenção personalizada e orientações à família e equipe. O trabalho é sempre multiprofissional e prioriza comunicação multimodal (fala, Libras, Braille, recursos táteis).

3. Justificativa da alternativa correta (A)

I. A avaliação das habilidades é o primeiro passo para identificar necessidades e potencialidades.
II. O plano de intervenção individualizado só é possível após a avaliação inicial.
III. A estimulação dos sons da fala vem como ação terapêutica específica.
IV. A orientação familiar é importante, mas só tem efetividade após conhecimento detalhado do caso.
V. O encaminhamento à equipe multidisciplinar é passo subsequente à definição das necessidades globais do paciente.
Essa ordem segue a lógica sequencial do processo terapêutico em Fonoaudiologia Educacional, conforme preconizado pela literatura (Quadros, 2019; Bersch, 2012).

4. Por que as outras alternativas estão erradas?

B, D, E: Começam com intervenção (II ou III) antes da avaliação (I), o que contraria o protocolo clínico, pois não se intervém sem diagnóstico.
C: Coloca a orientação familiar (IV) antes da elaboração do plano (II) e da estimulação (III), o que pode gerar informações inadequadas, já que ainda não há definição de conduta individualizada.
Todas erram na ordem lógica do atendimento.

5. Estratégia para interpretação

Procure sempre pela ordem cronológica clássica: avaliação → planejamento → intervenção → orientação → encaminhamento. Cuidado com pegadinhas que antecipam intervenção sem diagnóstico ou orientação sem plano definido.

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