Acerca do pé torto congênito, julgue o item subsequente.O mé...
O método de Ponseti utiliza a articulação calcâneo-cuboidea como fulcro (ou apoio) ao realizar a correção gradual das deformidades.
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Tema central: O tema abordado é o tratamento do pé torto congênito pelo método de Ponseti, com ênfase nos princípios anatômicos corretos utilizados para corrigir as deformidades típicas dessa condição.
Justificativa da alternativa correta (E - errado):
O método de Ponseti não utiliza a articulação calcâneo-cuboidea como fulcro para a manipulação do pé torto congênito. Segundo o próprio Ponseti e corroborando a literatura recente (vide UpToDate e Campbell’s Operative Orthopaedics), o fulcro correto é a cabeça do tálus. Ao segurar o tálus, consegue-se manipular todo o antepé em relação ao retropé, permitindo a correção gradual e segura das deformidades (cavo, adução, varo e equino).
A utilização inadequada da articulação calcâneo-cuboidea como ponto de apoio foi um erro clássico descrito por Kite, levando a uma "quebra" no mediopé e complicações como rigidez ou persistência da deformidade. Dessa forma, afirmar que o método de Ponseti utiliza esse ponto é conceitualmente incorreto e pode induzir à técnica equivocada.
Análise da alternativa incorreta (C):
A alternativa “Certo” se basearia em um erro conceitual. Fique atento: em concursos, termos técnicos como "fulcro" e localizações anatômicas são comumente usados para testar conhecimentos detalhados. Por isso, estude sempre os “princípios biomecânicos” de cada método. Aqui, a pegadinha é confundir o método de Ponseti com o antigo método de Kite.
Estratégia de prova:
Sempre identifique se a questão trata do método de Kite (antigo, usa o calcâneo-cuboide) ou Ponseti (moderno, padrão-ouro, usa o tálus como fulcro). Assim, evita confusões em provas!
Diretrizes e evidências:
O uso da cabeça do tálus como fulcro é reiterado em referências como o “Tratado de Ortopedia e Traumatologia” (Braga Silva, cap. 80), e nas evidências atuais (UpToDate, seção “Congenital clubfoot: Initial treatment and prognosis”). No Brasil, embora não haja PCDT específico do Ministério da Saúde, este manejo é reconhecido e recomendado internacionalmente.
Resumo prático:
O método de Ponseti utiliza a cabeça do tálus como fulcro, e nunca a articulação calcâneo-cuboidea, para fornecer uma correção segura e eficaz do pé torto congênito.
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