Analisando a estrutura da palavra “incessantes”, pode-se af...
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Tema central: A questão aborda morfologia, especificamente os processos de formação de palavras na Língua Portuguesa. O foco está em identificar como a palavra “incessantes” foi formada.
Justificativa da alternativa correta – Letra D:
A estrutura de “incessantes” é composta por três elementos: prefixo (in-), radical (cess, de “cessar”) e sufixo (-ante). Ocorre aqui a chamada derivação prefixal e sufixal, pois o prefixo (“in-”) e o sufixo (“-ante”) são acrescentados ao radical não obrigatoriamente ao mesmo tempo. Este processo admite que existam na língua as formas com apenas prefixo (“incessante” não existe individualmente com só o prefixo, mas “cessante” existe com o sufixo), e, por isso, é classificado como prefixal e sufixal (ou derivação sufixal, se seguida de prefixação).
Como identificar: Sempre verifique se a palavra existe só com prefixo ou só com sufixo. Se pelo menos uma dessas formas for válida, é prefixal e sufixal.
Análise das alternativas incorretas:
- A) Composição por aglutinação: Está errada porque esse processo une radicais inteiros (como em "planalto", de “plano” + “alto”), e não afixos a radicais.
- B) Derivação regressiva: Inadequada, pois ocorre ao formar substantivos de verbos pela retirada de um elemento (ex: “partida” de “partir”). Não é o caso aqui.
- C) Derivação imprópria: Está relacionada à mudança de classe gramatical sem alteração morfológica, como transformar “olhar” (verbo) em “o olhar” (substantivo), o que não ocorre com “incessantes”.
- E) Derivação parassintética: Incorreta. Para ser parassintética, a palavra só existiria com os dois afixos simultaneamente (“envelhecer”: “en–” + “velh–” + “–ecer”; “envelhe” e “velhecer” não existem separadamente). Como “cessante” existe, não há simultaneidade obrigatória dos elementos em “incessante”.
Regra gramatical (Cunha & Cintra, Bechara): A derivação prefixal e sufixal ocorre quando o prefixo e o sufixo podem, ao menos em parte, ser acrescentados separadamente ao radical, gerando formas reconhecidas na língua.
Estratégia para futuras provas: Sempre tente identificar a palavra base (“cessar”) e veja se os elementos afixados podem existir separadamente. Fique atento a pegadinhas com a parassintética!
Conclusão: A formação de “incessantes” acontece por derivação prefixal e sufixal, como pede a alternativa D.
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Derivação prefixal e sufixal.
Também chamada de derivação mista, é aquela em que formamos uma nova palavra ao colocar um prefixo e um sufixo ao mesmo tempo.
Exemplos:
Igual → desigualdade.
valor → desvalorizar.
Feliz → infelizmente.
Derivação Parassintética acontece quando se coloca um prefixo e um sufixo ao mesmo tempo. Mas, se um desses afixos forem retirados, a palavra que restar não existe na língua portuguesa!
• Pátria → repatriar → não existe “repátria” ou “patriar”.
• Alma → desalmado → não existe “desalma” ou “almado”.
Justaposição a duas ou mais palavras
se juntam, porém não muda o “som” de cada uma delas.
Arco-íris. (Arco + Íris).
Passatempo. (Passa + Tempo).
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