O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
O que aconteceria se você se encontrasse com seu
eu futuro?
Um clássico conto do escritor americano Ted Chiang
conta a história de um jovem comerciante que viaja para
o futuro e encontra o seu "eu" de anos depois. Ao longo
da história, o homem recebe alertas, promessas e dicas
daquela versão mais idosa e sábia de si próprio.
Essas premonições mudam o curso da vida do
comerciante, até que ele acaba se tornando o homem
mais velho, que encontra seu eu mais jovem e
compartilha aquele mesmo conhecimento.
Este tipo de narrativa, por razões óbvias, sempre ficou
restrito ao campo da ficção científica. Mas e se − um
grande "se" − você realmente conseguisse encontrar o
seu eu do futuro?
Esta é uma questão bastante estranha, mas acredito que
vale a pena pensar mais sobre ela e nas pesquisas que
realizei.
Meus estudos se concentraram principalmente em como
as pessoas pensam e se relacionam com seus "eus"
futuros, e publiquei recentemente um livro sobre o
assunto. Nele, exploro os motivos que nos levam a ter
tanta dificuldade para tomar decisões de longo prazo e
como podemos fazer escolhas melhores, ampliando
nossa conexão emocional com nosso eu futuro.
Minhas pesquisas me ensinaram que costumamos
imaginar o nosso eu futuro como outra pessoa − e esta
tendência pode nos criar problemas.
Pense em alguém na sua vida que você mal conhece:
um vizinho ou um colega de trabalho, por exemplo. Se
esse estranho pedisse que você se privasse de algo em
seu benefício − que lhe emprestasse dinheiro, por
exemplo − talvez você educadamente recusasse.
Se tratarmos o nosso eu futuro da mesma forma, faz
sentido por que, às vezes, nós cedemos aos nossos
desejos imediatos em vez de fazer algo que nos traria
um bem maior a longo prazo.
Nós poderíamos pelo menos tentar fazer com que o
nosso eu futuro se parecesse menos com estranhos e mais com pessoas próximas, como nossos parceiros,
nossos entes queridos ou melhores amigos.
Em um estudo recente, por exemplo, meus
colaboradores e eu fizemos uma parceria com um banco
e descobrimos que clientes que recebem imagens de si
próprios com o avanço da idade, ao lado de mensagens
incentivando que eles economizem para a
aposentadoria, são 16% mais propensos a fazer uma
contribuição para a aposentadoria do que as pessoas
que receberam apenas as mensagens de incentivo.
Outro estudo concluiu que escrever cartas para si próprio
no futuro − e respondê-las − também pode fortalecer a
conexão entre o eu atual e o do futuro.
Pense em alguém na sua vida que você mal conhece:
um vizinho ou um colega de trabalho, por exemplo. Se
esse estranho pedisse que você se privasse de algo em
seu benefício − que lhe emprestasse dinheiro, por
exemplo − talvez você educadamente recusasse.
De acordo com as descobertas apresentadas no texto,
este:
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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