Uma resina útil na cromatografia de troca iônica deverá sat...

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Q2924931 Engenharia Ambiental e Sanitária

Uma resina útil na cromatografia de troca iônica deverá satisfazer os seguintes requisitos fundamentais, EXCETO:

Alternativas

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Tema central: requisitos que tornam uma resina de troca iônica adequada para cromatografia. Em troca iônica, a separação ocorre por interações eletrostáticas reversíveis entre grupos funcionais fixos na resina e íons do analito; não deve haver reação química irreversível.

Alternativa correta (EXCETO): E – “A resina deve reagir com o analito, ou seja, ela não pode ser quimicamente estável.”

Justificativa: Resinas eficazes devem ser quimicamente estáveis no intervalo de pH e solventes usados, promovendo apenas troca iônica (equilíbrio de adsorção iônica), sem reação covalente com o analito. Reações químicas degradam a resina, alteram a capacidade e comprometem a reprodutibilidade e a seletividade da coluna. Referências clássicas: Skoog et al., Principles of Instrumental Analysis; Harris, Quantitative Chemical Analysis; notas técnicas de fabricantes (Dowex, Purolite) e definições IUPAC (Gold Book).

Análise das demais alternativas

A. “Alto grau de ligações cruzadas para solubilidade desprezível.” Correta como requisito: o entrecruzamento (ex.: divinilbenzeno em poliestireno) garante insolubilidade e resistência mecânica. Pegadinha: excessivo entrecruzamento reduz inchaço, difusão iônica e capacidade; porém um nível suficiente é essencial para não dissolver/desagregar.

B. “Suficientemente hidrofílica para difusão de íons.” Correto. A matriz deve absorver água para permitir transporte de íons pelos poros/fase gel. Resinas gel e macroporosas exploram essa característica para garantir cinética adequada e eficiência cromatográfica.

C. “Número suficiente de grupos de troca acessíveis.” Correto. A capacidade de troca (meq/g ou meq/mL) depende da densidade de grupos (–SO3H, –NR3+ etc.) e de sua acessibilidade. Grupos enterrados em domínios pouco inchados não contribuem efetivamente.

D. “Quando inchada, deve ser mais densa do que a água.” Correto como critério prático. Beads com densidade aparente ligeiramente > 1,0 g/mL não flutuam, permanecem empacadas e evitam channeling. Densidade excessiva, porém, aumenta a perda de carga. Resinas comerciais inchadas tipicamente ~1,02–1,20 g/mL (boletins Dowex/Purolite).

Estratégia de prova: Atenção à palavra “EXCETO”. Diferencie interação iônica reversível de “reagir” (covalente/irreversível). Note também sutilezas: “alto entrecruzamento” é bom para insolubilidade, mas não deve ser exagerado; “mais densa que água” é um requisito operacional típico para estabilidade do leito.

Aplicação prática em Engenharia Ambiental: As mesmas propriedades justificam o uso de resinas em ablandamento, desmineralização e remoção de metais em água, conforme diretrizes e manuais de tratamento de água (WHO, AWWA).

Gabarito: E

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