No atendimento de lesões na coluna lombar, o técnico em imob...
Gabarito comentado
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Gabarito: E — Imobilização com prancha rígida e cintos de segurança.
Tema central: Imobilização da coluna lombar no trauma durante o transporte. O objetivo é restrição de movimento da coluna (SMR), evitando flexão, extensão, rotação e translação até avaliação médica.
Por que a alternativa E é a correta? A prancha rígida com cintos permite estabilização global do tronco e pelve, reduzindo movimentos do segmento lombar durante remoção e transporte inicial. É a técnica recomendada em cenário pré-hospitalar para extricação e transferência, com fixação em múltiplos pontos (tórax, pelve e MMII) e alinhamento neutro. Diretrizes como ATLS (ACS-COT), PHTLS e o posicionamento conjunto NAEMSP/ACS-COT indicam SMR com prancha rígida como dispositivo de transporte/transferência, especialmente na fase inicial. Observação prática: evitar permanência prolongada na prancha devido a risco de lesões por pressão; se transporte for longo, considerar colchão a vácuo após a transferência (UpToDate, PHTLS).
Análise das alternativas incorretas
A — Cinta lombar rígida: Não provê controle suficiente do tronco e pelve, não impede rotação global. Indicada para lombalgias/estabilidade parcial em contextos não traumáticos, não para imobilização aguda no trauma.
B — Colete tipo Jewett: Órtese de hiperextensão que limita flexão toracolombar, usada em fraturas por compressão osteoporótica e no pós-operatório. Não é dispositivo de transporte pré-hospitalar e não controla rotação/traslação adequadamente.
C — Órtese lombar elástica: Fornece suporte leve, com mínima restrição de movimento. Ineficaz para estabilização em trauma e não indicada para transporte de suspeita de lesão vertebral.
D — Colar cervical rígido: Atua apenas na coluna cervical. Não estabiliza a região lombar. Pode ser usado em conjunto com a prancha, mas isoladamente é insuficiente para o objetivo do enunciado.
Estratégia de prova: Identifique as palavras-chave “transporte”, “evitar flexão e rotação” e “coluna lombar”. Esses termos apontam para contenção global do tronco. Dispositivos ortopédicos (cinta/Jewett/órtese elástica) são para tratamento e não para imobilização pré-hospitalar. O colar cervical não cobre a lombar.
Dicas operacionais (conduta baseada em diretrizes):
- Alinhamento neutro e manutenção da via aérea; estabilização manual enquanto se posiciona na prancha.
- Fixação com múltiplos cintos (tórax, pelve e pernas) e imobilização cefálica quando indicado.
- Reavaliar dor e déficit neurológico; minimizar tempo sobre a prancha e transferir para superfície adequada conforme protocolos locais (ATLS, PHTLS, NAEMSP/ACS-COT, UpToDate).
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