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Q3573357 Enfermagem
Em uma atividade educativa para prevenção da diabetes mellitus tipo 2, o enfermeiro organiza ação junto aos Agentes Comunitários de Saúde. Considerando os princípios da educação popular em saúde e metodologias ativas de ensino-aprendizagem, qual estratégia demonstra maior efetividade e potencial de transformação do cuidado?
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Tema central: prevenção do diabetes tipo 2 com Educação Popular em Saúde e metodologias ativas, focando diálogo, participação, linguagem acessível e construção coletiva. Essa abordagem aumenta letramento em saúde, autonomia e adesão a mudanças de estilo de vida — pilares da prevenção do DM2.

Alternativa correta: EEstratégias participativas com jogos, dramatizações e construção coletiva do conhecimento.

Justificativa: Está alinhada à PNEPS-SUS (Portaria GM/MS nº 2.761/2013) e à PNAB, que valorizam a participação comunitária, escuta qualificada e problematização da realidade. Metodologias ativas (oficinas, dramatizações, rodas de conversa) promovem protagonismo dos ACS e da comunidade, favorecem a mudança de comportamento e a sustentabilidade do cuidado. Evidências mostram que intervenções educativas interativas aumentam atividade física e alimentação saudável e melhoram marcadores metabólicos; programas de mudança de estilo de vida baseados em apoio intensivo e participativo reduzem o risco de DM2 (ex.: Diabetes Prevention Program). Diretrizes da OMS/OPAS e ADA/DSMES destacam a educação centrada na pessoa, com linguagem clara e ações culturalmente adequadas.

Como interpretar a questão: busque palavras-chave como participação, autonomia, linguagem acessível, escuta e construção coletiva. Desconfie de termos como “vertical”, “padronizado”, “controle de presença” e “dados numéricos” sem diálogo — típicos de abordagens pouco transformadoras.

Por que as demais estão incorretas?

A – “Aulas técnicas e verticais”: modelo bancário/tecnicista, com pouca adequação sociocultural e baixa interação. Contraria a PNEPS e reduz empoderamento; menor impacto em adesão comportamental.

B – “Materiais impressos científicos sem mediação”: ignora níveis de letramento em saúde e não promove diálogo. Sem facilitação, há menor compreensão e menor mudança prática (OMS recomenda comunicação clara e mediada).

C – “Reuniões formais focadas em controle de presença”: priorizam burocracia e conteúdo padronizado, sem considerar o território. Falta problematização e corresponsabilização, essenciais para prevenir DM2 de forma contextualizada.

D – “Campanhas midiáticas com dados numéricos”: úteis para sensibilização, mas com baixa personalização e pouca escuta não sustentam mudanças de hábito. OMS/OPAS reforçam que participação comunitária é central para efetividade.

Exemplos práticos para ACS: rodas de conversa com mapas do território alimentar; jogo de compra saudável no “mercado” local; dramatização de barreiras ao exercício; metas SMART construídas coletivamente; linguagem simples e materiais visuais.

Referências essenciais: PNEPS-SUS (Portaria GM/MS nº 2.761/2013); PNAB/MS; Carta de Ottawa (OMS); ADA – DSMES; evidências de programas de prevenção (DPP).

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