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Q3573354 Enfermagem
Durante atendimento de pré-natal em uma Unidade de Saúde da Família, o enfermeiro identifica uma gestante com pressão arterial de 150x100 mmHg, edema em membros inferiores e proteinúria +2. De acordo com os protocolos do Ministério da Saúde e os critérios diagnósticos da Organização Mundial da Saúde, qual é a conduta clínica mais adequada?
Alternativas

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Tema central: Identificação e manejo da pré-eclâmpsia na Atenção Primária. A combinação de PA elevada (≥140/90 mmHg) e proteinúria após 20 semanas define suspeita de pré-eclâmpsia. Edema não é critério diagnóstico, mas pode coexistir.

Por que a alternativa B é a correta? A PA de 150x100 mmHg com proteinúria +2 indica pré-eclâmpsia não grave, porém com risco materno-fetal e potencial rápida progressão. Conforme Ministério da Saúde (Gestação de Alto Risco) e OMS (WHO recommendations for prevention and treatment of pre‑eclampsia and eclampsia), a conduta é encaminhamento urgente para serviço especializado para confirmação, estratificação e monitoramento intensivo.

Condutas imediatas na UBS (antes da referência): repetir PA, avaliar sintomas de alarme (cefaleia intensa, escotomas, dor epigástrica/hipocôndrio direito), reflexos; solicitar exames (hemograma/plaquetas, TGO/TGP, creatinina, EAS; idealmente relação proteína/creatinina ≥0,3); orientar sinais de alerta. Se PA ≥160/110 ou sinais de gravidade, iniciar anti-hipertensivo (hidralazina, labetalol ou nifedipina) e sulfato de magnésio antes da transferência, conforme protocolos (MS/OMS, UpToDate).

Estratégia de prova: Reconheça a tríade-chave: PA ≥140/90 + proteinúria (fita ≥1+, idealmente confirmada) + sintomas/edema (não obrigatório). Lembre: “acompanhar” sem referenciar é armadilha frequente.

Por que as demais estão incorretas?

A) “Acompanhamento a médio prazo” banaliza o risco. Pré-eclâmpsia pode evoluir rapidamente para grave (PA ≥160/110, plaquetopenia, elevação de transaminases, lesão renal, eclâmpsia). Diretrizes recomendam avaliação especializada precoce.

C) “Tratamento domiciliar sem equipe especializada” viola protocolos MS/OMS; manejo requer monitoração clínica e laboratorial e plano de parto conforme evolução.

D) “Repouso e dieta com retorno mensal” é conduta desatualizada e perigosa. Repouso/dieta não tratam a doença e o retorno mensal é inadequado diante de risco.

E) “Acompanhamento remoto” adia avaliação presencial e exames essenciais, contrariando recomendações de referência imediata.

Critérios diagnósticos úteis: PA ≥140/90 após 20 semanas + proteinúria (24h ≥300 mg, relação proteína/creatinina ≥0,3, ou fita ≥1+). Ausência de proteinúria com sinais de lesão de órgão-alvo também define pré-eclâmpsia (OMS, MS).

Referências: Ministério da Saúde – Gestação de Alto Risco; OMS – Recommendations for prevention and treatment of pre‑eclampsia and eclampsia; UpToDate – Preeclampsia: Diagnosis and management.

Gabarito: B) Encaminhamento urgente para serviço especializado.

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