A ocorrência crescente de infecções relacionadas a cateter ...
Gabarito comentado
Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores
Tema central: Prevenção de infecção relacionada a cateter venoso central (IR-CVC) com base em cultura de segurança e diretrizes (ANVISA/CDC/OMS). São eventos potencialmente evitáveis; o que reduz de forma sustentada é a adoção de um bundle de inserção e manutenção.
Alternativa correta: A
A evidência mais robusta apoia a estratégia multifatorial: higienização das mãos, barreiras máximas na inserção (gorro, máscara, capote estéril, luvas estéreis e campo estéril amplo), antissepsia cutânea com clorexidina alcoólica 2% e reavaliação diária da necessidade com retirada precoce quando possível. Checklists e cultura de segurança (empoderar a equipe para interromper o procedimento diante de falhas) fazem parte do pacote. Esse “bundle” reduz IR-CVC de modo consistente em diversos estudos e é recomendado por ANVISA – Medidas de Prevenção de IRAS (CVC), CDC/SHEA/IDSA e OMS (WHO Hand Hygiene). Referências: CDC 2011/2017 update; ANVISA 2017/2022; UpToDate.
Como chegar à resposta: Identifique palavras-chave como “cultura de segurança”, “diretrizes ANVISA” e “redução sustentada”. Em provas, isso aponta para bundle, não para medidas isoladas ou práticas obsoletas.
Por que as demais estão incorretas?
B – Solução heparinizada mantém a patência do cateter, não previne infecção. Não há evidência de superioridade para reduzir IR-CVC; pode trazer riscos (p.ex., trombocitopenia induzida por heparina). Diretrizes não recomendam heparina como medida anti-infecciosa de rotina. Em prevenção de infecção, preferem-se scrub the hub e antissepsia adequada (CDC/ANVISA).
C – Troca rotineira por tempo aumenta manipulação e risco de contaminação, além de custos. CDC/ANVISA recomendam não substituir CVC por intervalos fixos; troca apenas por indicação clínica (suspeita de infecção, mau funcionamento, ruptura) ou quando o sítio está comprometido.
D – Curativo prolongado apesar de saturação está contraindicado. Curativo úmido/sujo deve ser trocado imediatamente, pois umidade favorece colonização e biofilme. Diretrizes recomendam troca quando oclusão é perdida ou há sujidade, mantendo técnica asséptica.
E – Substituir por antisséptico de menor poder bactericida não reduz IR-CVC. O padrão-ouro é clorexidina alcoólica 2% (superior à PVPI) (CDC/ANVISA). Se houver intolerância, usam-se alternativas por segurança cutânea, mas isso não é estratégia para reduzir infecção.
Dica de prova: Prefira respostas que integrem inserção segura + manutenção asséptica + remoção precoce. Desconfie de soluções únicas (heparina, trocas programadas) ou de práticas que reduzam manipulação às custas de higiene (curativo saturado).
Fontes-chave: ANVISA – Medidas de Prevenção de IRAS (CVC); CDC Guideline for the Prevention of Intravascular Catheter-Related Infections; SHEA/IDSA; UpToDate; WHO Hand Hygiene.
Gabarito: A
Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!
Clique para visualizar este gabarito
Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo