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Ano: 2007 Banca: FCC Órgão: TJ-PE Prova: FCC - 2007 - TJ-PE - Médico cardiologista |
Q2931746 Medicina

Em relação à reperfusão após trombólise em pacientes com infarto agudo do miocárdio e elevação de ST,

Alternativas

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Tema central: A questão aborda os critérios e métodos para avaliar a eficácia da reperfusão após trombólise em pacientes com infarto agudo do miocárdio com elevação do segmento ST (IAMCEST).

Justificativa da alternativa correta (E):

Estudos demonstram que até 50% dos pacientes que apresentam regressão parcial ou ausência de regressão da elevação do segmento ST no ECG podem, surpreendentemente, apresentar fluxo coronariano normal (TIMI 3) na angiografia. Ou seja, a ausência de resolução expressiva do ST no ECG não significa, obrigatoriamente, que o vaso permaneceu fechado.

Segundo o Manual de Atualização e Conduta da SOCERJ: "A eficácia na reabertura do vaso tem sido avaliada através da utilização do grau de classificação de fluxo TIMI... TIMI 3 – fluxo normal e enche sem retardo todo o leito distal."

Portanto, a alternativa E retrata um fato relevante e pouco intuitivo, mostrando a limitação dos métodos não invasivos na aferição da reperfusão.

Análise das alternativas incorretas:

A) O ritmo idioventricular acelerado é sugerido como marcador de reperfusão, não de ausência.
B) A reperfusão parcial oferece benefícios, mas é inferior à reperfusão completa (TIMI 3); logo, pacientes mal reperfundidos não têm sobrevida maior que completamente reperfundidos.
C) Não é recomendação das diretrizes realizar angiografia rotineira 1 hora após trombólise. A angiografia deve ser feita em casos selecionados (falha ou instabilidade).
D) Troponina avalia necrose miocárdica, não a reperfusão propriamente dita. Ela eleva-se independentemente do sucesso da trombólise.

Estratégia para questões semelhantes:

Fique atento à diferença entre marcadores indiretos (ECG, enzimas) e o padrão-ouro (angiografia/TIMI). O exame clínico ou laboratorial nem sempre reflete o status anatômico do vaso. As diretrizes, como da SOCERJ e do Ministério da Saúde, ressaltam que a confirmação da reperfusão eficaz é feita pela presença de fluxo TIMI 3 e não apenas pela resolução do segmento ST.

Dica: Cuidado com enunciados que atribuem valor absoluto a marcadores individuais! Eles podem ser úteis, mas não definitivos.

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