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Q4324158 Serviço Social
A inserção do assistente social na educação pública, amparada pela Lei nº 13.935/2019, exige uma ruptura com as práticas de caráter puramente fiscalizador ou assistencialista. Sob a ótica do Projeto Ético-Político Profissional, o cotidiano escolar é atravessado por múltiplas expressões da "questão social" que repercutem diretamente no processo de ensino-aprendizagem. Considerando os "Subsídios para a Atuação de Assistentes Sociais na Política de Educação", a direção social da intervenção profissional deve pautar-se pela:
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: A referência às expressões da questão social no cotidiano escolar exige, conforme os Subsídios, análise de suas raízes; isso afasta explicações isoladas ou punitivas e conduz à D.

Tema central: Direção ético-política na educação
Análise das alternativas
A
Errada
Ao tratar a evasão como estritamente didático-pedagógica e delegar sua resolução exclusivamente aos docentes e à coordenação, exclui a análise de suas raízes sociais e a contribuição do Serviço Social. O critério exigido é compreender criticamente os determinantes da evasão, não restringi-la à didática.
B
Errada
Restringe a atuação à articulação compulsória com o Conselho Tutelar para executar medidas disciplinares e punitivas. Essa finalidade substitui a defesa de direitos pela punição dos alunos. O erro não é a articulação com o Conselho Tutelar, mas sua transformação em atuação exclusivamente punitiva.
C
Errada
Atribui as barreiras ao aprendizado unicamente à patologização e à saúde mental, apagando seus determinantes sociais. Além disso, reduz o Serviço Social a suporte administrativo para encaminhamentos clínicos, quando a intervenção exige análise crítica e articulação intersetorial orientadas ao direito à educação.
D
Certa
A alternativa D vincula a identificação dos determinantes sociais, econômicos e institucionais à intervenção sobre as barreiras ao direito à educação. A articulação com a rede de proteção e o fortalecimento das políticas públicas dão consequência à análise crítica: a atuação profissional se orienta à garantia de direitos, sem se limitar ao atendimento individual ou familiar.
E
Errada
Converte a vulnerabilidade social em culpabilização das famílias e faz da vigilância punitiva a prioridade profissional. Isso contraria a direção de defesa de direitos: acompanhar a frequência não equivale a presumir negligência e sancionar famílias por sua condição de vulnerabilidade.
Pegadinha da questão
A presença de articulação institucional ou de encaminhamentos não torna uma alternativa correta. Em B, o problema é a exclusividade disciplinar e punitiva, não o Conselho Tutelar; em C, os termos 'unicamente' e 'meramente' revelam a redução da intervenção à dimensão clínica e administrativa.
Dica para questões semelhantes
  • Verifique se a proposta relaciona as dificuldades escolares aos seus determinantes sociais e orienta a intervenção à garantia do direito à educação.
  • Distinga articulação intersetorial de restrição profissional: atuar com outros órgãos não significa reduzir o Serviço Social à execução de medidas punitivas ou encaminhamentos.
  • Abordagens individuais e familiares podem integrar a atuação, mas não devem ser sua única modalidade nem servir à culpabilização das famílias.

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