Em uma emergência, chega paciente nulípara de 38 semanas com...
Gabarito comentado
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O tema central desta questão é a desproporção céfalo-pélvica (DCP), uma condição na qual a cabeça do bebê não consegue passar pela pelve da mãe durante o parto, mesmo com dilatação total. É importante reconhecer essa situação para evitar complicações para a mãe e o feto.
Justificativa para a alternativa correta (C):
A alternativa C é a correta, pois, em caso de suspeita de DCP, a indicação é interromper o trabalho de parto por meio de uma cesárea. Continuar tentando parto vaginal pode aumentar o risco de complicações, como sofrimento fetal e trauma materno, sem expectativa realista de progresso.
De acordo com as diretrizes de obstetrícia, quando há dilatação total sem progressão por um tempo razoável e suspeita de DCP, a cesárea é indicada para minimizar riscos (ACOG, SBP).
Análise das alternativas incorretas:
Alternativa A: Realizar fórceps sem avaliar a estação e a posição fetal é imprudente. O uso de fórceps é contraindicado se há suspeita de DCP, pois pode causar lesões maternas e fetais.
Alternativa B: Tentar amniotomia e ocitocina não é recomendado, já que a dilatação já é total e não houve progressão. Essa abordagem não resolveria a questão de desproporção e poderia aumentar riscos desnecessariamente.
Alternativa D: Aguardar 24 horas adicionais é inadequado e perigoso. O risco de complicações aumenta com a prolongação do trabalho de parto sem progresso, especialmente com DCP suspeitada. Esta abordagem não segue diretrizes de prática segura.
Em resumo, o reconhecimento da DCP e a decisão pela cesárea são cruciais para garantir segurança materno-fetal. A identificação de sinais de falta de progresso no trabalho de parto, apesar de intervenções adequadas, é fundamental para a escolha do procedimento.
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