Uma paciente de 32 anos apresenta amenorreia secundária há 4...
Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda amenorreia secundária associada a hiperprolactinemia e galactorreia, sugerindo avaliação de causas endócrinas, sobretudo da hipófise.
Justificativa da alternativa correta (B):
A abordagem inicial, conforme o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Hiperprolactinemia (Ministério da Saúde), indica que “a hiperprolactinemia deve ser investigada em mulheres com distúrbios menstruais como amenorreia e galactorreia”. O passo diagnóstico seguinte é solicitar imagem da sela túrcica (preferencialmente ressonância magnética), pois microadenomas hipofisários (prolactinomas) são frequentíssimos nestes contextos. A RM possui alta sensibilidade na detecção de lesões pequenas e orienta o tratamento específico, além de excluir outras causas estruturais para o quadro.
Análise das alternativas incorretas:
- A) Histeroscopia: Método restrito à pesquisa de causas uterinas de sangramento ou infertilidade (ex: sinéquias, pólipos). O quadro é claramente endócrino e não uterino, tornando o exame um desperdício de recursos.
- C) Laparoscopia: Procedimento invasivo sem relação inicial com o diagnóstico de distúrbios hipofisários nem de hiperprolactinemia, devendo ser descartado nesse momento.
- D) Contraceptivo oral combinado: Não trata hiperprolactinemia e não deve ser instituído sem elucidação etiológica. O tratamento empírico pode mascarar sintomas e retardar diagnóstico adequado. Os agonistas dopaminérgicos (cabergolina/bromocriptina) são padrão-ouro para prolactinomas, conforme evidências (UpToDate, Radiol Bras, PCDT-hiperprolactinemia).
Estratégia para provas: Procure sempre correlacionar sintomas endócrinos clássicos (como amenorreia e galactorreia) com causas centrais antes de partir para investigações uterinas ou abdominais. Desconfie de alternativas que sugerem procedimentos invasivos ou tratamentos sintomáticos antes da confirmação diagnóstica.
Resumo: A RM de sela túrcica é a conduta recomendada diante de um quadro clínico tão sugestivo de distúrbio hipofisário, alinhada ao raciocínio clínico, às diretrizes oficiais e às melhores práticas.
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