No rastreamento de neoplasia cervical, a colpocitologia (Pap...

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Q3293686 Medicina
No rastreamento de neoplasia cervical, a colpocitologia (Papanicolau) e o teste de HPV DNA são métodos centrais. Em pacientes com lesões de alto grau (HSIL), indique o fluxo apropriado: 
Alternativas

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O tema central da questão é o rastreamento e manejo de lesões cervicais de alto grau (HSIL), uma área crucial na prevenção do câncer cervical. Os métodos de rastreamento primários incluem a colpocitologia (Papanicolau) e o teste de HPV DNA, que são ferramentas essenciais para a detecção precoce de anormalidades.

Para pacientes com lesões de alto grau (HSIL), a abordagem adequada é detectar e tratar precocemente para evitar a progressão para câncer invasivo. A opção correta é a Alternativa B, que sugere a realização de colposcopia e, se necessário, biópsia dirigida. Esse procedimento permite visualizar diretamente o colo do útero e coletar amostras de tecido para avaliação histológica, determinando se há necessidade de tratamento adicional, como a exérese local (ex.: LEEP – Procedimento de Excisão Eletrocirúrgica da Alça). Essa conduta está de acordo com as diretrizes da OMS e da Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO).

Vamos agora analisar as alternativas incorretas:

Alternativa A: Repetir o Papanicolau em 3 anos não é uma estratégia apropriada para lesões de alto grau. Embora algumas anormalidades possam regredir, HSIL tem um risco significativo de progressão para câncer, tornando a observação passiva uma abordagem inadequada.

Alternativa C: Manter apenas o teste de HPV anual sem colposcopia imediata negligencia a necessidade de avaliação visual direta e biópsia para confirmar o diagnóstico e guiar o tratamento. O teste de HPV é uma excelente ferramenta de rastreamento, mas não substitui a avaliação colposcópica diante de um HSIL.

Alternativa D: Suspender a investigação e realizar ultrassonografia transvaginal é inadequado, pois a ultrassonografia não é um método de rastreamento eficaz para lesões cervicais. A ultrassonografia não consegue avaliar adequadamente as alterações celulares ou histológicas que são evidentes na colposcopia e biópsia.

A compreensão do manejo de HSIL é crítica para prevenir o câncer cervical. Seguir protocolos atualizados e realizar avaliações diagnósticas precisas são passos essenciais na prática clínica.

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