As cordas tendíneas são estruturas importantes na função va...
Gabarito comentado
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Tema central: cordas tendíneas — estruturas fibrosas (ricas em colágeno) que conectam os folhetos das válvulas atrioventriculares (mitral e tricúspide) aos músculos papilares e parede ventricular, estabilizando as cúspides durante a sístole e prevenindo prolapso e regurgitação. Não existem nas válvulas semilunares (aórtica e pulmonar).
Alternativa correta: B
Correto afirmar que as cordas tendíneas estão presentes apenas nas válvulas atrioventriculares e contribuem para evitar o refluxo ao manter as cúspides coaptadas durante a sístole, por meio da tração exercida pelos músculos papilares. Importante: as cordas não fecham a válvula por si; o fechamento é determinado pelo gradiente pressórico, enquanto as cordas impedem o prolapso para o átrio. Referências: Gray’s Anatomy; Moore – Anatomia Orientada para a Clínica; Braunwald’s Heart Disease; UpToDate (Overview of native valve regurgitation).
Por que as demais estão incorretas?
A) Falsa. As válvulas semilunares (aórtica/pulmonar) não possuem cordas tendíneas nem músculos papilares. Sua estabilidade decorre da arquitetura dos seios de Valsalva e do anel valvar, não de cordas. (Gray’s; Moore)
C) Falsa. Cordas tendíneas não se contraem; são estruturas passivas e pouco elásticas. Quem se contrai é o músculo papilar, sincronizado à sístole, mantendo a tensão adequada nas cordas. O fechamento valvar é por pressão intraventricular acima da intra-atrial. (Braunwald; UpToDate)
D) Falsa. A pressão é maior no ventrículo esquerdo, não no direito. Assim, a válvula mitral e seu aparato (músculos papilares/cordas) suportam maior carga hemodinâmica. Dizer que são mais desenvolvidas à direita por “pressão maior” é conceitualmente errado. (Harrison’s; Braunwald)
E) Falsa. Ruptura de cordas causa regurgitação aguda (mitral ou tricúspide), podendo levar a edema agudo de pulmão e choque cardiogênico; é emergência que muitas vezes requer cirurgia. Músculos papilares não compensam a perda de sustentação. (AHA/ACC e ESC valvulopatias; UpToDate)
Estratégia de prova: - “Semilunares” → lembre que não têm cordas. - Verbos como “contraem” aplicados às cordas indicam erro. - Pressão maior → pense no lado esquerdo. - “Ruptura sem repercussão” é pegadinha: espere quadro de insuficiência valvar aguda.
Aplicação clínica: ruptura de cordas (pós-IAM, endocardite ou degeneração mixomatosa) → sopro holossistólico novo, congestão pulmonar; ecocardiograma confirma; manejo vai de suporte hemodinâmico a correção cirúrgica precoce. (ESC/AHA; UpToDate)
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