Nulípara de 22 anos deseja contracepção. Refere epilepsia d...
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Tema central: A questão aborda contracepção em mulheres epilépticas em uso de anticonvulsivantes indutores de enzimas hepáticas (fenitoína e carbamazepina). É fundamental identificar métodos que não sofrem redução de eficácia quando associados a estes fármacos.
Justificativa da alternativa correta (D – Adesivo transdérmico):
O adesivo transdérmico é um contraceptivo hormonal combinado (estrogênio + progestagênio). Conforme diretrizes da OMS e protocolos nacionais, anticonvulsivantes como fenitoína e carbamazepina são indutores enzimáticos que aceleram o metabolismo hepático dos hormônios, reduzindo a eficácia dos contraceptivos combinados (orais, adesivos e anéis vaginais). O uso concomitante pode levar a falha contraceptiva e gravidez não planejada.
De acordo com o “Epilepsia na Gravidez”, da OMS, sobre métodos hormonais combinados:
“[...] adesivos (transdérmico) não devem ser usados em associação com fenitoína, carbamazepina [...] pois existe redução de eficácia contraceptiva.”
Análise das alternativas incorretas:
A) DIU de cobre: Método não hormonal, sem interação com medicamentos, seguro para epilépticas. Altamente recomendado.
B) Acetato de medroxiprogesterona de depósito (IM): Método progestagênico injetável cuja eficácia não é significativamente reduzida por indutores enzimáticos. Indicado nestes casos.
C) DIU de levonorgestrel: Libera progestagênio localmente, com mínima absorção sistêmica. Não sofre redução significativa de eficácia com anticonvulsivantes indutores.
E) Implante subdérmico: Também contém apenas progestagênio. A literatura reconhece que anticonvulsivantes podem reduzir discretamente sua eficácia, mas ainda é considerado aceitável – e em muitos protocolos, preferível ao combinado.
Estratégia para provas: Atente-se à palavra “EXCETO” no enunciado. Identifique medicamentos que induzem enzimas e sabidamente interagem com métodos hormonais combinados. DIU (cobre ou hormonal) e medroxiprogesterona são preferíveis.
Resumo das diretrizes: A OMS e manuais nacionais (CFM/Ginecologia) recomendam evitar estrógenos combinados em uso de indutores de CYP450.
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A ALTERNATIVA CORRETA É: D - Adesivo transdérmico.
Justificativa
A paciente faz uso de Fenitoína e Carbamazepina, medicamentos anticonvulsivantes que podem interferir na eficácia de contraceptivos hormonais, incluindo o adesivo transdérmico. Esses medicamentos aumentam a metabolização de hormônios no fígado, o que pode reduzir a eficácia dos métodos contraceptivos hormonais, como adesivo, pílulas anticoncepcionais e implantes hormonais. Portanto, adesivos transdérmicos não são recomendados para pacientes que fazem uso desses medicamentos.
ANÁLISE DAS ALTERNATIVAS INCORRETAS
A: DIU de cobre
Correto. O DIU de cobre é um método não hormonal e, portanto, não sofre interação com os anticonvulsivantes. Ele é uma boa opção contraceptiva para essa paciente.
B: Acetato de medroxiprogesterona de depósito
Correto. O acetato de medroxiprogesterona (injeção anticoncepcional) também pode ser uma opção, embora seja um contraceptivo hormonal, ele pode ser utilizado com cautela em pacientes que fazem uso de anticonvulsivantes, já que a interação pode ser menor do que com outros métodos hormonais, mas deve ser monitorado.
C: DIU de levonorgestrel
Correto. O DIU de levonorgestrel é um método hormonal, mas devido à forma como atua localmente no útero e à menor absorção sistêmica do hormônio, ele tem menos impacto na eficácia quando comparado com métodos hormonais sistêmicos, como o adesivo ou a pílula anticoncepcional. Pode ser uma opção viável para essa paciente.
E: Implante subdérmico
Correto. O implante subdérmico é um método hormonal, mas devido à mesma interferência dos anticonvulsivantes que afetam os hormônios, sua eficácia pode ser comprometida. Contudo, ainda é considerado uma opção viável, embora se deva levar em conta o risco aumentado de falha e monitorar a eficácia.
EM RESUMO
O adesivo transdérmico não é recomendado para essa paciente devido à interação medicamentosa com os anticonvulsivantes Fenitoína e Carbamazepina, que podem reduzir sua eficácia. Métodos não hormonais ou com menor absorção sistêmica de hormônios, como o DIU de cobre ou o DIU de levonorgestrel, são mais indicados.
PONTOS CHAVE
- A interação entre anticonvulsivantes e contraceptivos hormonais pode diminuir a eficácia dos métodos anticoncepcionais.
- Métodos não hormonais, como o DIU de cobre, são preferíveis.
- Monitoramento contínuo é importante para garantir a eficácia do anticoncepcional.
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