Primigesta, 33 semanas de gestação, chega à emergência obst...
Quais condutas devem ser adotadas além da internação hospitalar da paciente?
Gabarito comentado
Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores
No cenário apresentado, temos uma primigesta com 33 semanas de gestação apresentando trabalho de parto prematuro. Este é um tema crítico e frequentemente abordado em exames para o cargo de médico. Vamos analisar a situação e as alternativas para entender a abordagem clínica correta.
**Tema Central**: A questão aborda o manejo do trabalho de parto prematuro, que é definido como o início do trabalho de parto antes das 37 semanas de gestação. A paciente apresenta contrações regulares e dilatação cervical, caracterizando o quadro.
Justificativa para a Alternativa Correta (A): A opção A é a mais completa e adequada para o manejo da paciente. Vamos detalhar os porquês:
- Tocólise: É indicada para inibir as contrações uterinas e prolongar a gestação, especialmente para permitir a administração dos corticosteroides.
- Avaliação da Vitalidade Fetal: Fundamental para monitorar o bem-estar do feto, avaliando, por exemplo, a frequência cardíaca fetal.
- Rastreamento de Infecção Materna e Fetal: Importante para identificar infecções que podem precipitar o trabalho de parto prematuro.
- Rastreamento para Estreptococo do Grupo B (EGB): A identificação precoce permite a profilaxia antibiótica intraparto, prevenindo infecção neonatal.
- Corticoterapia: Às 33 semanas, a administração de corticosteroides ajuda a acelerar a maturação pulmonar fetal, crucial para reduzir a morbidade respiratória neonatal.
Análise das Alternativas Incorretas:
Alternativa B: Embora inclua tocólise e avaliação da vitalidade fetal, omite a corticoterapia, que é imprescindível neste contexto para maturação pulmonar.
Alternativa C: Menciona corticoterapia, mas deixa de fora a tocólise, essencial para permitir que os corticosteroides atuem de forma eficaz.
Alternativa D: Aqui há a ausência da avaliação da vitalidade fetal e do rastreamento de infecção materna, ambos fundamentais para o manejo completo e seguro.
Alternativa E: Propõe hidratação materna, que pode ser útil mas não substitui a necessidade de tocólise e rastreamento completo, além de não mencionar a avaliação fetal.
Conclusão: A conduta correta integra várias abordagens para garantir o bem-estar materno-fetal e prevenir complicações associadas ao trabalho de parto prematuro.
Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!
Clique para visualizar este gabarito
Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo
Comentários
Veja os comentários dos nossos alunos
Clique para visualizar este comentário
Visualize os comentários desta questão clicando no botão abaixo