Primigesta, 33 semanas de gestação, chega à emergência obst...

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Q1781907 Medicina
Primigesta, 33 semanas de gestação, chega à emergência obstétrica referindo contrações frequentes. Nega perdas vaginais, febre ou outros sintomas. Relata prénatal regular e sem intercorrências. Nega doenças crônicas. Ao exame: TA: 110/70 mmHg, 3 contrações em 10 minutos, 140 bpm e, ao toque vaginal, 3 cm de dilatação, colo fino, cefálico, bolsa íntegra.
Quais condutas devem ser adotadas além da internação hospitalar da paciente?
Alternativas

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No cenário apresentado, temos uma primigesta com 33 semanas de gestação apresentando trabalho de parto prematuro. Este é um tema crítico e frequentemente abordado em exames para o cargo de médico. Vamos analisar a situação e as alternativas para entender a abordagem clínica correta.

**Tema Central**: A questão aborda o manejo do trabalho de parto prematuro, que é definido como o início do trabalho de parto antes das 37 semanas de gestação. A paciente apresenta contrações regulares e dilatação cervical, caracterizando o quadro.

Justificativa para a Alternativa Correta (A): A opção A é a mais completa e adequada para o manejo da paciente. Vamos detalhar os porquês:

  • Tocólise: É indicada para inibir as contrações uterinas e prolongar a gestação, especialmente para permitir a administração dos corticosteroides.
  • Avaliação da Vitalidade Fetal: Fundamental para monitorar o bem-estar do feto, avaliando, por exemplo, a frequência cardíaca fetal.
  • Rastreamento de Infecção Materna e Fetal: Importante para identificar infecções que podem precipitar o trabalho de parto prematuro.
  • Rastreamento para Estreptococo do Grupo B (EGB): A identificação precoce permite a profilaxia antibiótica intraparto, prevenindo infecção neonatal.
  • Corticoterapia: Às 33 semanas, a administração de corticosteroides ajuda a acelerar a maturação pulmonar fetal, crucial para reduzir a morbidade respiratória neonatal.

Análise das Alternativas Incorretas:

Alternativa B: Embora inclua tocólise e avaliação da vitalidade fetal, omite a corticoterapia, que é imprescindível neste contexto para maturação pulmonar.

Alternativa C: Menciona corticoterapia, mas deixa de fora a tocólise, essencial para permitir que os corticosteroides atuem de forma eficaz.

Alternativa D: Aqui há a ausência da avaliação da vitalidade fetal e do rastreamento de infecção materna, ambos fundamentais para o manejo completo e seguro.

Alternativa E: Propõe hidratação materna, que pode ser útil mas não substitui a necessidade de tocólise e rastreamento completo, além de não mencionar a avaliação fetal.

Conclusão: A conduta correta integra várias abordagens para garantir o bem-estar materno-fetal e prevenir complicações associadas ao trabalho de parto prematuro.

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A conduta a ser adotada nesse caso, além da internação hospitalar, é a alternativa A - Tocólise, avaliação da vitalidade fetal, rastreamento de infecção materna e fetal, rastreamento de colonização materna pelo estreptococo do grupo B (EGB) e corticoterapia. A tocólise é importante para diminuir as contrações uterinas e prevenir o parto prematuro. A avaliação da vitalidade fetal é essencial para verificar se o bebê está bem. O rastreamento de infecção materna e fetal é importante para identificar possíveis infecções que possam afetar a mãe e o bebê. O rastreamento de colonização materna pelo EGB é necessário para prevenir a transmissão para o bebê durante o parto. E a corticoterapia é importante para a maturação pulmonar do feto, caso seja necessário um parto prematuro.

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