Primigesta de 8 semanas de gestação apresentou abortamento ...
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Tema central: A questão aborda perfuração uterina durante a curetagem em abortamento. Essa é uma complicação importante, cuja conduta varia conforme estabilidade clínica e extensão da lesão.
Justificativa para a alternativa correta (C):
Ao suspeitar de perfuração uterina em paciente estável, o procedimento deve ser imediatamente interrompido para evitar agravamento. O uso de ocitocina é indicado para promover contração uterina, ajudando no controle do sangramento e risco de hemorragia. Observação clínica é fundamental: monitorar sinais vitais, dor, sangramento e sinais de infecção nos minutos e horas subsequentes.
De acordo com o Ministério da Saúde (Atenção Técnica para Prevenção, Avaliação e Conduta nos Casos de Abortamento): "Em casos sem sinais de lesão de órgão adjacente e sem instabilidade hemodinâmica, observa-se a paciente após suspensão imediata do procedimento..." Isso reflete uma conduta baseada em evidências e protocolos nacionais e internacionais (vide UpToDate, Williams Obstetrícia).
Análise das alternativas incorretas:
A) Antibioticoterapia e observação são importantes, mas não se menciona o uso de ocitocina, que é fundamental para prevenção de hemorragia. Suspender o procedimento sem ocitocina aumenta o risco de sangramento uterino persistente.
B) Antibioticoterapia e laparotomia exploradora está superdimensionando a gravidade. Laparotomia é reservada para instabilidade hemodinâmica, suspeita de lesão visceral ou hemorragia intensa, o que não foi descrito.
D) Histeroscopia não é indicada de rotina após suspeita de perfuração aguda — pode agravar a lesão. O uso de ocitocina e antibiótico é correto, porém o método diagnóstico inicial correto é observação.
E) Laparoscopia é invasiva e indicada apenas se houver suspeita de lesão visceral, sangramento persistente ou agravamento do quadro clínico.
Estratégias para provas: Atenção a detalhes do quadro clínico! Perguntas frequentes trazem paciente estável, ausência de sinais de lesão visceral e foco em conduta expectante. Pegadinhas: Intervenções cirúrgicas desnecessárias ou omissão da ocitocina podem ser cenários comuns.
Resumo: A alternativa C reflete a conduta expectante correta em casos de perfuração uterina sem instabilidade ou complicações graves. Atue de acordo com os protocolos do Ministério da Saúde e literatura padrão, sempre avaliando o contexto clínico.
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